2.12.08

LUA-DE-MEL NA MADEIRA


1978, Avenida 5 de Outubro – Lisboa. O Zé encontrava-se no escritório de advogado seu amigo. Este esperava a visita de uma filha de um seu conhecido, que lhe tinha telefonado informando que pretendia falar-lhe e que tinha casado há 15/20 dias.
A moça, assim que entra e depois de me cumprimentar e ao advogado, inicia a conversa com o causídico, tendo eu feito menção de me retirar, ao que ela se opôs.
Talvez pensasse que eu também era advogado, não percebi, mas, sinceramente, adorei a história.
Senta-se e começa a falar do namoro com o Miguel, rapaz que o advogado também conhecia, não sei se por namorar a filha do amigo, se de outra maneira qualquer.
Quatro anos de namoro, rapaz sossegado, até de mais, dizia ela, católico confesso e frequentador da igreja. Foi sempre, segundo disse a recente casada, muito respeitador, merecendo por isso a confiança dos seus pais, que se sentiam felizes por a filha ter arranjado tal peça, aliada a bom partido, dado que a sua família tinha bens ao luar.
Até ao dia do casamento, que se realizou na Igreja de S. João de Deus, ali na Praça de Londres, com o copo-de-água servido na Pastelaria S. João, na Avenida Paris, que na época, era a flor desta Lisboa que adoro.
A noiva desenrolava toda esta conversação com notório nervosismo e eu cada vez percebia menos. Por quê contar, com todos os pormenores, o casório? Tinha convidado o advogado para assistir e evitava toda esta “fanfarronice”.
A lua-de-mel, oferta dos pais do noivo, seria na ilha da Madeira, com viagem no barco “Funchal”, aproveitando um cruzeiro que aquele navio fazia às Canárias e à Pérola do Atlântico. Aqui, pedi licença e perguntei por que não faziam o cruzeiro completo, visto ser muito mais barato do que ficar na Madeira, em hotel.
Explicou a noiva que oferta dos pais do noivo não se discutia e que o regresso seria em avião, também à sua conta.
Pela manhã do dia imediato, praticamente toda a comitiva que tinha estado no casamento foi ao cais da Rocha Conde de Óbidos despedir-se dos noivos, acenando com lenços, a fazer lembrar os tempos próximos passados quando partiam para as colónias os soldados portugueses em defesa de não sei o quê.
Na noite do casamento o noivo sentiu-se mal-disposto, razão por que não fez a investida à sua amada e, durante a viagem, ou porque viu alforrecas ou enjoasse, a mulher chegou à Madeira virgem como tinha partido.
O barco chegou pela manhã, disseram adeus ao cruzeiro e partiram para o hotel, iniciando logo visita a Câmara de Lobos, Machico e Curral das Freiras para aproveitarem ao máximo a estadia, visto que nem um nem outro alguma vez lá tinham posto os pés.
O advogado olhava para mim, como a querer dizer-me “mas que seca, o que é que eu tenho a ver com isto?”, e eu, sinceramente, estava cada vez mais interessado em saber como acabaria a história e em que altura ela acabava por ser desflorada. Fazia-me confusão toda aquela conversa e estava desejoso de ver o fundo da panela.
Então, chama ela a atenção, “agora é que vai ser o melhor”.
Quem já assistiu ao “Amor de Perdição”, do Manoel de Oliveira, está disposto a tudo e portanto, qual raposa em pleno mato, arrebitei os orelhinhas de forma a não perder pitada do que se seguia.
Desejava não ver goradas as minhas expectativas.
Alegando cansaço (continuava ela), foi-se mais uma noite em branco e, pela manhã, alvitrou, ir eu ao salão tomar o pequeno-almoço, pedindo o seu servido no quarto.
Que tola ingenuidade a minha, como aceitei uma coisa daquelas! Comi tranquilamente, olhei o mar imenso e, quando acabei, estava disposta a quando chegasse ao quarto ter uma conversa muito séria com o meu querido. Juro que gostava muito dele.
Meto a chave na porta, abro e os meus olhos que a terra há-de comer, dão de caras com esta cena incrível. O Miguel estava todo nu, em posição de apanha-cavacas como se estivesse procurando qualquer coisa no chão. O empregado que lhe levou o pequeno-almoço, de colete às riscas com duas fivelas atrás, tinha as calças caídas sobre os sapatos, encostando as suas partes intimas, ao rabinho do Miguel, que estava a dar a dar. Aí o Zé não resiste e dá continuidade à cantiga “pio, pio, pio passarinhos a cantar”. O advogado dá uma valente gargalhada. Ela, com lágrimas nos olhos, não tinha vontade de rir.
Deixou as malas e arrancou para Lisboa, procurando o doutor, não para lhe tratar do divórcio, mas para o anular, dado não querer ser divorciada, mas solteira.
Foi um acto demorado, porque o rapaz aceitava divorciar-se, mas não queria a anulação. Correu muita tinta, variadas sessões à porta fechada, até que, finalmente, houve uma autorização da Santa Sé.
Para o que estava guardada aquela moça, coitada. Sonhava, como a maioria das demais, ter filhos e criar netos…
Se fosse agora, com a presumível legalização dos casamentos entre o mesmo sexo, ele também quereria ficar solteiro, sendo a diferença entre ambos é que ele já não era virgem, portanto já não lhe ficava bem ir com véu, grinalda e flor de laranjeira.

92 comentários:

Pascoalita disse...

ahahahahahahahah ahahahahahah
És demais! Apesar de já ter um lamiré desta história, não me contive a rir a bandeiras despregadas, não só por imaginar a cena, mas também pela desilusão que deve ter sido para a "piquena" e sobretudo pela sua inocência de relatar o facto a "2 passarões" ahahahahahah

Laura disse...

Já tinha lido mais abaixo, mas confesso que! que ingenuidade ir virgem antes de casar. Não é para isso que serve o noivado, mas, claro, os tempos eram outros e meninas desonradas eram um problema, Xiça, penico, ela descreveu bem a cena e calhar nem sabia o que eles tavam a fazer..calhar o pirilau tava a contar alguma história ao rabiosque do nino que tava a apanhar cavacas no chão, bolas, e logo ali nem teve pejo em ir para qualquer lado, foi no quarto da lua de mel, só faltou ser na cama deles...Agora já sei que; quando vir um homem apanhar cavacas, deve haver outro por perto...xiça...

Gi disse...

A sorte, também, é que Alberto João Jardim ainda não era o Rei da Madeira.

Mexicano Apaixonado disse...

Só eu nunca tive a sorte de apanhar uma donzela dessas prontinha a confessar-se no meu "confessionário" :(

Dava-le cá uma penitência ...

Gatinho frenético disse...

Puxa! A tua história serve-me de aviso:

Nunca mais ninguém me apanha nessa posição de "apanhar cavacas"

MissEsfinge disse...

Agora conta aí ...

Nenhum dos 2 teve pena da miúda? Tadita, devia estar tão desgostosa e a necessitar de consolo.

2 insensíveis!

Diabinha Cusca disse...

Vês zezito ...

Vês por que me chamam cusca? (o meu pai até dizia que eu devia ter uma costela espanhola, já que parecia ter a vista nas mãos como os espanhois eheheh) mas não tenho vergonha de ser como São Tomé ...

Gosto de ver e apalpar bem a fruta e muito antes de ir pra mesa, ora essa!!!

Deus que me livre duma lua de mel, assim desensaibida! Não foi para isso que a minha mãe criou uma filha.

Eu cá quando chegar a minha vez vou querer fazer o teste e o contra-teste primeiro e mesmo assim corro o risco de me calhar "fruta podre" eheheheh

Capitão Merda disse...

Que grandessíssimo pan... demónio!

;)


Abraço, Zé!

Anónimo disse...

ò Zé,tu não me digas que não foste servir de guia à donzela...

Tu de verdade deixaste a moça com aquela "carga" mais uns tempos??~~

Tu não tiveste pena da moça??

ÒH que diabo,,,

ò Capitão; PAN_cadaria,soa melhor no gajo dukupróar,,,

O que eu me ri,,,,eehheeheeheh

Boa semana
pandora_box

Laura disse...

Olha lá meu! primeiro a noiva da foto não presta pa nada é raquitica... e o resto tão magro que nem vale a pena olhar, ao menos diz que a noiva que viste chorar era uma noiva à maneira...o cabr.. devia levar onde levou do empregado, mas com outra coisa...para aprender que nunca se engana uma senhora, mas, naquele tempo os papás cismavam que donzela é que se ia para o casório, tadinha, desconfio que da segunda vez já apalpou o terreno muito antes de dar o sim!...
abraço, ahhh pandorinha ehhhh....

Mexicano Apaixonado disse...

Essa noiva da foto já deve estar a fazer tijolo, senão quem hoje lhe tratava do canastro era eu!

É que eu gosto delas assim levezinhas como uma pena, já que se mantém a tradição ... noivo que se preze primeiro carrega com a noiva ao colo e depois ... pimba!

Mexicano Apaixonado disse...

Ó Zé

Tens a certeza que contaste tudo à gente? E nem ao menos tentaste ensinar o padre nosso à miúda???

Olha que isso nem parece teu, homem!

Diabinha Cusca disse...

Gosto do estilo do vestido da noiva :)

Zé, podes averiguar quem é o estilista? É que sou muito encalorada, sabes? E nesse dia quero ir bem arejada eheheh

SILÊNCIO CULPADO disse...


Desta vez não me rio. É que conheço uma história muito parecida em que entra até uma figura pública bem conhecida e cujos pais moram na minha rua.
Bom, essa não ficou virgem mas quando foi um dia a casa de imprevisto encontrou o marido com outro.
Também pediu a anulação do casamento o que foi concedido pelo Santa Sé mesmo sem virgindade.
Ah Zé mas a tua história está muito bem. E adorei aquela partida de barco junto ao Cais da Rocha Conde d´Óbidos.

Abraço apertado

Zé do Cão disse...

É isso mesmo Pascoalita. O Advogado também era um passarão, asa largas, tipo abutre.
Beijocas

Zé do Cão disse...

Laurinha. Não me digas que é ingenuidade ir virgem para o casamento.
Aquilo foi um casamento com todos os matadores, meteu capa, capote, bandarilhas, olés e finalmente a estucada de morte.
Vê-se que não percebes nada de touradas

Bj.

Zé do Cão disse...

Gi. Deixa lá, o Alberto João tem muitos defeitos, mas também tem algumas virtudes. Não conheço o Alberto nem o João, mas se não fosse ele a Madeira ficava cheia de caruncho em pouco tempo.
Beijinhos
Bj.

Zé do Cão disse...

Mexicano.
És um desavergonhado. Querias a donzela ou o criado de quartos lá do hotel. Olha que não é a mesma coisa.

Umm abraço e porta-te bem

Zé do Cão disse...

Gatinho frenetico.

Toma mesmo cuidado, é que a posição
é mesmo esquisita.

Diz-me lá és gatinho ou gatinha

Bjs ou abraçosd conforme sejas a/0

Zé do Cão disse...

Missesfinge.
Pois é. E de ti ninguém tem pena minha múmia paralitica. A mocinha coitada, chorava. Sabesw o que é gostar de alguém e esse alguém atraiçoar. Sabes...

Beijocas nessas teias de aranha

Zé do Cão disse...

Cusca.

Para ti, digo-te que tenhas juízo e não embarques para a madeira, fom a flor de laranjeira na liga da perna.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Capitão.
Finalmente apareces-te. Que bom ler o teu comentário. Tens tido muito que fazer, não e?
A patroa dá-te cabo do toutiço.

Lá para Janeiro ou Fevereiro, vou almoçar contigo.

Um abraço

Zé do Cão disse...

Pandora. WEu a julgar que voces lamentavam a sorte da moça e afinal todos arreganham os dentes à costa de quem sofre.

És uma marota
bj

Zé do Cão disse...

Laurinha.
Eu tinha que ilustrar o conto e portanto foi o que consegui arranjar.
Mas digo-te que uma vez foi a um casamento numa povoação do Concelho do Seixal, a noiva ia linda, mas como a saia era rodada e com arames, ao sair do TAXI à porta da igreja, fiquei espantado, porque a noiva não trazia cuecas e nessa altura não era habito fazerem a barba nas partes intimas. Tás a ver não estás?

Beijocas

Zé do Cão disse...

Mexicana.
Se calhar ainda não estará a fazer tijolo. Terá se for viva cinquentas e tal.

Tens é garganta
Um abraço

Zé do Cão disse...

Mexicano.
O padre nosso, avés Marias, mais a catequesse, ensinou-lhe a noivo.
Esqueceu-se foi de lhe ensinar a puxar a corda do badalado.

Abraço

Zé do Cão disse...

Cusca.

Tu andas sempre bem arejada.
Afinal quando vamos almoçar os dois
É o promessas, minha pirata.

Bj.

Zé do Cão disse...

Silencio. Eu como sou um descaradão, farto-me de rir com estas coisas.
Mas isto acontece a qualquer uma.
Num casamento no Bom Jesus de Braga, em que o Zé era convidado, o noivo esperou pela noiva 3 horas e ela tinha fugido com outro.
Enquanto ela não chegava o fotografo ia tirando fotografias aos convidados, aos noivos, aos padrinhos, aos passarinhos a beber água no lago etc. Depois foi um espectáculo o regresso, sendo o copo de água no Hotel de Turismo da Cidade.

Beijonhso

kuka disse...

Será que a menina ainda conservou o selo de garantia por muito tempo. Ou o nosso amigo deu uma ajudinha?

Anónimo disse...

Ena Zé,essa é de faca e alguidar,excelente para a formatação de um fado bem choradinho.
Coitada da moça,azar dos Távoras para uma donzela daquele calibre e ainda por cima se a estampa for semelhante à da foto.

Abraço

Zé do Cão disse...

Kuka

Não sei quanto tempo a "nena" conservou esse selo.
O Zé sempre foi muito respeitador...

Nunca mais a vi e sei que se livrou daquela praga, porque o Advogado me contou.

Um abraço

Zé do Cão disse...

Anónimo, anónimo, quando deixas de ser anónimo e "prantas" o nome ou o teu pseudo?
Fados sem os condimentos de este
ouvimos a toda a hora.
As pernitas da moçoila, se passassem por Guimarães ficariam lá para fazer uns canivetes. Mas que fazer, cada um tem o que Deus lhe dá, não achas?

Abraço/bj. "nino ou nena"

Roderick disse...

ahahahah. Está espectacular!
Coitada da noiva!

Zé do Cão disse...

Roderick. Coitado do noivo também, ficou a meio.

Um abraço

São disse...

Ainda bem que me equivoquei: pensei que seria a tua própria lua de mel que tivesse sofrido algum transtorno.
Como, por exemplo, dares de caras com uma antiga apaixonada no átrio do hotel, rrrrsss...

pois se ainda hoje acontecem cenas assim, quanto mais no tempo em que as meninas iam virgens e os meninos só conheciam prostitutas (no sentido bíblico, nada de confusões).

Um abraço, Zé.

Zé do Cão disse...

São.

Adorei o comentário. Era só o que me faltava era ir com a "Dona" a um restaurante ou hotel e estar lá uma das antigas apaixonadas.
Só me safo, porque ela conhece-as quase todas.
E o curioso é que ela as conhecia na hora. Só muito tarde me decidi e esperava levar com a tampa. Para lhe pedir namoro, tive que andar 220 Km e prometer em Portalegre que a partir daquela altura me portava bem. Disse assim. A quantas já disseste isso. Mas foi romântico lá isso foi.
E o certo é que já há 29 anos, vivemos em paz, sossego e amor.
Confessei-me

Beijinhos

Anónimo disse...

Bom confesso,e para expiares todos esse pecadilhos,faça o favor de no genuflexório(irra suei)...rezar 2 padre nossos e 20 avémarias,e olha que é pouco....

(não é pos acaso que te admiro)

uma abraço:pandora_box

Roderick disse...

Tenho de admitir! Tens aqui histórias espectaculares. Não sei se são todas verdadeiras, mas com os pormenores que contas, parecem que sim.
Estou a adorar lê-las. No fim de semana venho ler o blog de fio a pavio. Merece. Cada uma é melhor quea outra.

xistosa - (josé torres) disse...

E uma lua de mel a três?

Sim os dois da ordem e o namorado do marido.
Esse ficou noutro quarto.
pelos vistos o marido tinha vinha e vinho para dois ...
Depois, descoseram-se e ela ficou só ... é professora ... um bom pedaço de uns 37 bem amanhados aninhos.
Ao fim de 9 ou 10 anos, nunca mais a vi e as (os) colegas não a vêem com ninguém ...
A carne que se perdeu, penso eu ...

xistosa - (josé torres) disse...

Não comentei a coisa arrebitada, quero dizer, o despido, ou melhor, o vestido, porque estava na parte detrás e não via tal "espectacúlo".
A desvantagem de não ser fotógrafo.

Zé do Cão disse...

Pandora.
Vê lá tu que nunca me passou pela "mona" que tu sabias como se chamava a tábua que as mulheres usavam para por debaixo dos joelhos quando esfregavam as casas com escova e sabão amarelo, ou lavar no rio, e que quando usadas na igreja para rezar, muda de nome, mas nome esquisito que se farta. Estou mesmo convencido que 95% das beatas, que estão metidas na igreja todos os dias, sabem o nome dessa peça.
Para teu governo, digo-te que já estive dentro de um confessionário
com "nena" do lado de fora a responder às perguntas. Lá dentro (igreja) só estavam 5 pessoas, apareceu o padre, a "nema" disfarçou e a minha sorte foi ele ir para a sacristia. Não fui agarrado.
Bj.

Zé do Cão disse...

Roderick
Podes ter a certeza, que são todas verdadeiras e há algumas que até sou obrigado.
Não sei se aos outros acontecem coisas parecidas ou iguais. Admito que sim. Ás vezes falta é coragem para contar, o que não acontece comigo. Presumivelmente perdi a vergonha.

Um abraço

Zé do Cão disse...

Xistosa (José Torres)
essa daria um conto formidável.
Lamento a perda da senhora.

Quanto ao ex-marido, nesta altura deve estar de vento em poupa, daqui a um ano ou dois já podem casar, constituir família com o nascimento dos seus futuros descendentes.

Um grande abraço

Zé do Cão disse...

Xistosa.

Estavas atrás de quê, do biombo? Ou armado em estilista e preparavas-te para o estilo?

Isso tem que ser mais bem contado...

Então vai-se para um casamento e não se leva maquina fotográfica?

Um abraço

São disse...

A tua mulher deve ser extraordinária mesmo, para conseguir sossegar esse teu coração mais do que inquieto!
Que continuem sempre satisfatoriamente essa já longa relação é o que ( vos) desejo.

Um beijo para cada um.

Zé do Cão disse...

São.
Obrigado pelos votos.
ahahah... dá-me vontade rir. Sou sossegado, mas se não fosse, levava com a mala pela escada abaixo.
É uma querida, isso é. Já várias vezes me tem dito « tu não tens vergonha de contar essas coisas?»
E eu respondo..«é para matar as saudades»
Ri

Beijocas

Mariazita disse...

Olá, Zé
Mais uma história contada à tua maneira inconfundível!
Está com muito humor, como sempre.
Mas sabes que senti pena da noiva enganada?
É que naquele tempo, como sabes, não se tirava a prova dos noves...e portanto, o casamento era um tiro no escuro.
Quem tinha sorte, como tu - e eu também, felizmente - podia considerar-se feliz. Mas era um risco que se corria...
Não me espanta que o marido não quisesse a anulação do casamento, mas sim o divórcio. É que a anulação só era concedida quando o casamento não era consumado. E naquele tempo ser gay não era fácil como agora...

E com esta me retiro.

Bom fim de semana.
Beijinhos
Mariazita

Zé do Cão disse...

Mariazita
Efectivamente é tal como dizes. Concordo absolutamente. Eu no intimo também tenho pena da "nena". É uma cena humilhante.
Eu, não sei se felizmente se infelizmente, tenho levado a vida sempre a brincar, a sorrir e das adversas, com humor, faço-as vitórias. (Mal parecido, mas é assim).
Beijocas

Bernardo Moura disse...

eheheheheheh

Que estória do caraças!

Bolas!

Demais!

:)

Bom fim-de-semana!

Abraço

Bernardo Moura disse...

eheheheheheh

Que estória do caraças!

Bolas!

Demais!

:)

Bom fim-de-semana!

Abraço

fotógrafa disse...

Pode dizer-se que:
Branca e radiante vai a noiva..rsrsrs
mais uma vez fiquei deliciada de ler os teus textos...
obrigada pela visita.
Bom fds e abraço

Zé do Cão disse...

Bernardo

São coisas que acontecem a qualquer.
(Xiça longe vá o agoito)
Agora a moça ser enganada, são coisas doutros tempos.
Nesta altura, são elas a "violarem"
os rapazes.

Um abraço

Zé do Cão disse...

Fotografa

Bem vinda.

Bjs.

Zé do Cão disse...

fotógrafa

Beijinhos e visita estimada.

Olá!! disse...

Meu querido amigo, sempre que venho aqui encontro bons motivos para rir e aumentam as saudades da vos ver.
Quando vierem para estes lados avisem com antecedência para dar tempo de arranjar o lavagante ;).. vai ser uma PAN DEGA.
Beijossssssssssss

Maria Flor disse...

Zé!

Que saudade! Eu tô de volta, demorou... mas cá estou, como vocês diizem aí!

E que história é esta que você contou! Estou com medo até de casar...

beijocas!

flor.

Zé do Cão disse...

Quando folgo. Que bom ver a "Olá" por aqui.
O zé cá continua devagarinho a contar as suas historias de vida.
Quando for... Prometo que quanto for. passarei por aí.
Para o arroz e o bicho, levaremos todos os apetrechos, para que nada falte.
Ao vsusano um abraço grande, para ti Jocas, muitas, muitas e que o sucesso continue.

Zé do Cão disse...

Flor - Bem-vinda a este canto.
O casamento é sempre uma incógnita.
De parte a parte nunca sabemos quem vamos encontrar. Por vezes o que parece não é e daí as incompatibilidades.
Esse passo é sempre uma caixa de surpresas. É claro que felizmente são mais os casos a sair bem do que os que saem mal.
Beijocas

Pascoalita disse...

Passei por aqui só para deixar um beijinho grande :)*

Diabinha Cusca disse...

Zezito,

Depois de ler algumas das tuas marotices, dou comigo a pensar se ao pé de ti eu não serei uma aninha disfarçada de diabo eheheh

Xiiiiiii que parelha faríamos os dois ahahah

Mary West disse...

Virgens desde o começo da humanidade sempre trarão problemas.

Zé do Cão disse...

Pascoalita


Obrigadinho, amanhã é dia de trabalho.
Jocas também

Zé do Cão disse...

Cusquinha

És capaz de ter razão. fariamos uma boa parelho, tenho a certeza.
No entanto pensando bem, não sei.
Se calhar eras mais uma que ias aos queixos do Zé, como aquelas do Alhambra em Granada. Malharam duas e contigo eram três, safa...

Jocas queridinha

Zé do Cão disse...

Mary West, é verdade, virgens sempre trouxeram problemas, mas que havemos de fazer, afinal todas nasceram virgens, todas desejam ser mães e depois há uns malandrecos... que metem a pata na poça...

Beijocas

Roderick disse...

Mais!!!!!!!!!!!!!
Queremos mais!!!!!!!!!!!!!!!!

Laura disse...

Oláááá meu jovem rapaz! A nina das resteas já cá canta de novo...
Faço BIS com o roderick; mais queremos mais, mais , mais.... coisa nova até porque me doem os joelhos a descer a escadaria dos comentários. Escreve, andas ausente..conta coisas e loisas, da casa etc etc...quero ver, ver ..adoro ver casinhas. laura..

Zé do Cão disse...

Roderick

Terás na próxima segunda feira
Perú de Natal, em homenagem à época natalicia.
Depois, não sei o que será, já que sou obrigado a parar enquanto não tiver net, por mudança de abrigo.

Um Abraço

Laura disse...

Ah, mudança de abrigo, mas abrigo quentinho e então podes começar já a tratar e será tudo mais rápido...
E quando vieres para estes lados, atrela a pascoalita que ela vem de certeza, já que a nina africana, essa não pode, pelo menos para já, mas isso será na primavera!...Beijinhos. e podem almoçar aqui, a nina laura cozinha que se veja e que se sinta...

Zé do Cão disse...

Laurinha. A "nene" das Reteas está de volta.
Esteve a secar da molha de neve, não foi?
Beijocas

Zé do Cão disse...

Laurinha.
Prometi que te vou ver aos "Covões" e vou.
Será na primavera, segunda depreendi.
Nesta altura era habito ir à tua terra ter com um amigo para me levar à Galiza.
Não foi possível, por causa da saída/entrada.
Mas, tenho ganas de ir.

Beijocas

Laura disse...

ahhh achas que eu vou ficar a aguardar que a nossa prima Vera apareça? xi, tás doido nino?...bolas,deixa a minha neide chegar, depois de amanhã e na segunda feira já liga ao meu médico...bolas, achas? nino, que me rala a estação..quero é ouvir rápido antes que enlouqueça nesta pasmaceira. ahhhhh. beijinhos. e nem foi por estar doente que não tive pc, a bolsa é que esteve e o pc fechou!...

Zé do Cão disse...

Vou dar-te uma resposta com humor.

Olhos que não vêm, coração que não sente.

Ás vezes e nesta altura é melhor nem ouvir o que se passa.

Do mal que te queixas, também o Zé sofre e não é pouco.

Beijocas

Laura disse...

Tão zé? deix alá, as bolsas andam tanto cheias como vazias, há sempre tempo para a esperança nos intervalos do encher...ehhhhhhh.. Beijinhos.

Zé do Cão disse...

Laurinha.

É a vida de pobre minha querida.

Só lamento que tantos, muito especialmente quem mande, tem o nosso e são causa da miséria dos outros.

Beijocas

o que me vier à real gana disse...

Boa noite!

Mais um blog que valeu a pena descobrir. Parabéns!

Roderick disse...

CONVITE PARA FESTA NO REINO DE LUZ DEDICADA À lAURINHA!

Zé do Cão disse...

Ok. Aceito o convite
o que se segue

Um abraço

Anónimo disse...

Queres ajuda para limpar o NOVO NINHO DO AMOR???

Eu sei limpar,varrer,colocar bibelots no sítio e .....e dar à treta,,,,,

Um abraço
pandora_box

Zé do Cão disse...

Pandora
Nem me contes nem me digas nada.

Estou completamente lixado. Este ano nem uma arvorezita de natal consigo montar.
Tenho tudo à molhada e a mudança só pode ser feita depois do 25/12.
Nem luz, água, gás ou telefone.
Portanto o melhor é nem pensar nisso.

Jocas

Laura disse...

Rapaz; parece-me que só te metes por maus caminhos!... Com a je é tudo mais simples, lá se arranja comc alma e lá se faz, se morasse perto ajudava-te a desfazer os tarecos e a colocar nos lugares e a arrumar alguma coisa, mas tão longe!...

O teu post de lua de mel na Madeira, agora o João anda muito exaltado e aquilo parece mais uma lua de fel entre ele os nossos que diga-se, eu nem entendo metade do que ele diz; é-lhes bem feita pois ele diz o que quer e sobra-lhe tempo e continua no poleiro, e por acaso, calhar até tem razão no que diz, coisa que falta a muito politico aqui..falar sem ter a lingua entaramelada!...
Um abraço e acalma-te lá, senão tens onde passar o Natal, anda pra cá que cabemos todos...Beijinhos (a sério pois!)

Capitão Merda disse...

Bom fim-de-semana, Zé!

Abraço

Anónimo disse...

Desde novinha,aprendi à minha custa,contornar adversidades

Aqui vai o lado negro da calamidade,contornada

Sem luz....sem água....sem gás??

Pois bem,que ROMÃNTICO,,,eheheh que romântico.....digam o que disserem....não vais fazer outra PROL pois não????!!!???

Um abraço AMIGO e bom fim de semana
pandora_box

Zé do Cão disse...

Laurinha
As coisas não são fáceis, não.
Faltam 17 dias para o dia 30 e se visses a minha trouxa ficavas preocupada tal como eu e não é nada contigo.

Obrigado pelo convite, mas o que não falta por aqui é sitio para ficar.
ia para um turismo habitação no Alentejo e tinha o assunto arrumado.
Jocas

Zé do Cão disse...

Capitão.
Desculpa-me, não tenho aparecido nem estou a dar-te a tenção que mereces.

Já reparas-te que estou preocupado.

Por causa da mudança sou capaz de estar um tempão sem net. Vamos a ver.

Um abraço do coração, jinhos à capitoa

Zé do Cão disse...

Pandora.

Que a coisa está preta é verdade. Tenho a impressão que é mais angustiante agora que quando das cheias.

jocas

Laura disse...

Ó balha-nos o Santo Ingrácio das desgracias!...Deixa lá, não tarda cantas de galo no novo poleiro e com tudo empoleirado nos lugares...
Beijinhos. mas que rica passagem de ano vais ter à luz das velas como manda o figurino...Beijinhos.

Zé do Cão disse...

E não é só a passagem do ano, será também o Natal.

Coisa que nunca me aconteceu.

A coisa é muito mais preta do que vocês julgam. Vou tentar ter animo para ultrapassar.
Amanhã haverá novo conto.
Se tudo correr de feição em 29 do Doze, haverá outro.
Depois se verá...
Biquinhos querida amiga. Vê lá o que pois na chaminé o Papá Noel, ás vezes é velhaco.

Marlene Maravilha disse...

Zé!
Vim retribuir a tua visita e gostei de te conhecer virtualmente!
Que história esta hein? Nao há conhecia, mas conhecia algumas parecidas no meu Brasil-brasileiro!
Abracos

Zé do Cão disse...

Mas que MARAVILHA receber a visita de MARLENE.
Pelos vistos lá pelos Brasis também as "nenas" escorregam nas historias de encantar.

Beijocas e o Zé tem sempre a porta aberta.

Moyle disse...

esta história dá uma nova dimensão às piadas de ir à Madeira comer bananas:)

abraço

Zé do Cão disse...

Moyle. É verdade, comer bananas na madeira. Ou chupa-las!.. Não



abraço

Anónimo disse...

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