6.1.11

O Agarra-te ao Pincel e o Ano 2011




Pela primeira vez os nossos governantes foram homens de palavra. Já receava depois de tantos anos a não dizerem verdades, se habituassem para toda a vida a enganar os Portugas. É certo que ainda conseguiram aumentar mais uma data de malta amiga e fiel que deambulam pela Segurança Social, com retroactivos a Janeiro do ano passado e todas aquelas benesses a que já estamos acostumados. Também já não era sem tempo, as Finanças tiveram um reforço de uns milhões não esperados e assim devidamente distribuídos o dinheiro circula em vez de estar estagnado a cheirar a mofo nos cofres da instituição.
Mas que falaram, verdade isso falaram, Disseram que iam aumentar a Electricidade, os Telefones, os Alimentos, os Transportes, o Iva, a Gasolina, o Gás, os descontos nos salários dos Funcionários Públicos, o IRS em todos os outros, e a plebe já confirmou que foi mesmo verdade. Podemos portanto estar tranquilos que os governantes, talvez po um rebate de consciência e por aproximação de eleições não nos quiseram enganar.
Os portugueses foram protagonistas de grandes epopeias, a nossa marinhagem venceu Adamastores, passaram por Malaca, usaram turbantes na India, ficaram com os olhos em bico em Macau, apanharam Colibris no Brasil, levaram nas lonas em Ceuta, sem esmorecer o seu patriotismo, sempre dispostos a servir a nação representada na altura por El Rei de Portugal.
As caravelas partiam de Belém com as velas desfraldadas a todo o pano na ânsia de novas descobertas, que poderiam trazer riqueza a este pequeno País situado no cu de Judas da Europa. Os seus porões, iam cheios de comida e água, faltando por falta de conhecimento, legumes frescos, e por não sido ainda descoberto, o papel de jornal.
A falta de legumes, trazia a doença do escorbuto e o papel de jornal era importantíssimo para a limpeza higiénica do "sim senhor" de cada um. Não dava jeito nenhum limpar aquela parte do corpo com Estevas, Caruma, Hortelã, Silvas, folhas de figueira ou pés de louro, pelo que houve que dar aso à imaginação para arranjarem uma substituição mais conveniente.
Em pleno alto mar fizeram-se várias reuniões democratas, com eleições de braço no ar, tendo o Capitão General pelos direitos que lhe foram conferidos por El Rei, imposto definitivamente a limpeza da sujidade do "buraco" com as cordas que simultaneamente serviam para a amaragem dos barcos aos cais.
Desfiaram-se as pontas das ditas para as tornarem mais macias, passando a chamar-se "PINCEL", servindo este também para limpar os baldes de madeira com que os homens lavavam os convés das embarcações e defecavam lá dentro, por ser mais prático quando atiravam ao mar o conteúdo das suas necessidades fisiológicas. Por aconselhamento do médico em serviço a bordo, depois de cada utilização era necessário fazer a sua esterilização para evitar contágios, pelo que a ponta do cordame viajava sempre atrás do barco mergulhada na água do mar, onde os peixes tinham a sua parte/contribuição na dita esterilização.
Levantava-se por vezes grandes tempestades e as caravelas autênticas cascas de nós, tão depressa voltavam para a direita como para a esquerda ( foi por aqui que alguns deputados de agora aprenderam a mudar-se conforme as suas conveniências), fazendo com que os homens, coitados, não se aguentassem nas canetas e não raro a viagem sem que algum caísse ao mar. aí, a coisa ficava feia, perdia-se um marinheiro se não fosse socorrido imediatamente; mas como sabemos os barcos não tinham motor e portanto não podiam parar imediatamente, sendo necessário mudar o velame e fazer uma volta enorme para regressar ao sítio onde o homem tinha caído, a maior parte das vezes já sem resultados, porque se passavam horas e entretanto os tubarões tinham acabado com o sofrimento do náufrago.

Portanto amigos, a coisa era assim. Quando alguém gritava "HOMEM AO MAR" o gajeiro que se encontrava no alto da gávea imediatamente gritava dando sugestão ao desgraçado "AGARRA-TE AO PINCEL". Se ele o conseguia, estava safo, era fácil os colegas puxarem a corda e dar-lhe a mão para subir, de outra forma quando o barco regressava às origens e se ele fosse o amparo de alguém, havia choros e desesperos em casa da sua família mais chegada.
Neste ano de 2011 que agora se iniciou, com uma crise de criar bicho, se não tivermos a sorte de ouvir o "Gajeiro" gritar "AGARRA-TE AO PINCEL" e simultaneamente o conseguirmos, vamos ter desoladamente imensos náufragos que serão imediatamente comidos pelos tubarões que existem neste Oceano imenso que se chama Portugal.

50 comentários:

São disse...

Estupendo o texto, verdadeiras as críticas, tristérrima a realidade portucalense, desesperada a situação do "bom povo"!

O meu abraço desanimado, meu caro amigo.

Magia da Inês disse...

Olá!
Passei só para matar a saudade.
É amigo, a coisa está "braba", hem?
Bom fim de semana!
Beijinhos. ♫♫
Brasil. ♫♫
•*• ♫° ·.
♥ ♫°

Maria disse...

Amigo Zé
Manda-me um pincel com urgência. Aqui não há. São importados e não chegaram, como o açucar.
Beijinho
Maria

Parisiense disse...

Esqueceste-te de dizer que também houve aumento de tubarões.....eles são mais que as mães e aumentam de dia para dia de ano para ano.

Vamos precisar é de uma boa rede para os travar antes que cheguem até nós.
E será a lei do "quem puder que se safe".

Bom Ano amigo e vive um dia de cada vez senão ainda morres de desgosto, pelo que se tornou este país.

Pascoalita disse...

Nem sei que dizer, Amigo Zé!

O descaramento dos governantes chegou ao ponto de se darem ao luxo de enganarem o povo falando verdade!!!

E as coisas levam tal rumo, que até os "gajeiros" já perderam a voz, ou perante tantos náufragos, sabem que já não há "pinceis" que lhes valham!

E o pior é que mesmo que tenhamos a sorte de escapar aos dentes dos tubarões, mal alcancemos terra firme, seremos atacados por abutres! De qualquer maneira, estaremos sempre lichados (com "F" grande)


Um beijo

Je Vois la Vie en Vert disse...

Caro amigo Zé,

Após a tua riquíssima explicação e a interessante lição de historia, percebi que o que tenho que fazer é agarrar-me ao pincel. Vou já comprar um, isto é, se me sobrar dinheiro depois de ter pago as contas todas...

beijinhos
Verdinha

Laura disse...

Ahhh, viste, sempre disseram a verdade mas continuam a mentir descaradamente enquanto as contas deles lá por fora continuam a aumentar..e para quando transparência nas ditas seja em que País for? se assim fosse apanhavam-se todos na mesma rede, mas assim...são mais os ladrões que os honestos e aí, ficamos a perder.
haja boas ideias de Bons Portugueses para dar a volta por cima, já que por baixo não mais nada a fazer...

Um beijinho de Bom Domingo.

laura

Zé do Cão disse...

São

Creio que perdi o humor. A historia do pincel, segundo as cronicas, foram mesmo verdade, mas já não consigo tirar partido de algum humor que quis fazer do facto.

Sinto preguiça de continuar ou estou a ir-me abaixo o caminho que as coisas estão a levar.

abraço

Zé do Cão disse...

Magia

Os portugueses trabalharem uma vida inteira e virem uns loucos desgraçarem-nos é desolador.

Estou em baixo


Bjs

Zé do Cão disse...

Maria

Os pincéis esgotaram-se, os feitos de corda.
Agora são de plástico e a qualidade é inferior .

Bjs minha amiga

Zé do Cão disse...

Parisiense
Já não há leis... ou por outra, para nós sim existem... Para eles é a lei do saco de várias cores.

bjs

Zé do Cão disse...

Minha querida reformada.
Sonhar faz parte da vida. Tu que entraste agora em outro tipo de vida depois de trabalhares tantos e tantos anos, ainda sonhas com um Portugal de seu azul?
É que eu, só o vejo cinzento.

Bjs

Zé do Cão disse...

Je Vois la Vie en Vert

Como vão esgotar-se vai ser difícil arranjar-se.
Eu já sei, vou escolher a "Caruma" depois deixo-a secar e serve para acender o lume.
Abraço ao marido e para ti bjs


PS; A historia portuguesa tem facetas maravilhosas, como esta do pincel

Zé do Cão disse...

Laurinha

Já sabes amiga, temos de agarrar-nos ao pincel.
A coisa está mesmo torta, não está?

Bjs amiguinha

Magia da Inês disse...

Oiêeeeeeeee, amigo!
Fico triste porque você perdeu o humor... mas continuo sendo sua fã número um.
Esse cachorro que você colocou na foto do perfil não é meio doido não, é tão carente e charmoso... uma lindeza!!!
Boa semana, amigo!
Espero que as coisas melhorem logo para vocês... nós, do lado de cá, já acostumamos com isso...
♥Bj♥s.
Brasil ♥♥

Zé do Cão disse...

Magia

Nunca vi a coisa tão preta como agora.
Vou tentar ultrapassar...

bjs

São disse...

Meu querido amigo, não nos podemos deixar abater, porque senão as coisas ficarão piores ainda

Façamos das tripas coração...e marquemos presença na luta.

Como dizia António Silva : "Avança, leão!!"

Um abraço estreito e cheio de carinho.

Kim disse...

Zezito
Esta "estória" do Pincel é verdadeiramente fantástica. Não porque seja algo do outro mundo mas porque conseguiu transportar-me para o mar alto e fez-me imaginar que de facto devem ter sido mais ou menos assim que asc oisas aconteciam naquela época. Alheei-me por completo do outro sentido que lhe quiseste dar e revi esses bravos marujos que tiveram o azar de viver nesse tempo.
É destas "estórias" que a história é feita.
Quanto aos tubarões, já nem há palavras.
Grande abraço amigo

Zé do Cão disse...

São

É essa vontade férrea de vencer, representada pela união das mãos?
Quem dera, que isso fosse o suficiente.

o meu abraço

Zé do Cão disse...

Kim
Rezam as cronicas que era assim mesmo. E o "pincel", também servia para dar umas vergastadas nos lombos de alguém mais rebelde. Evidentemente não havia reuniões democratas e a grande maioria dos marinheiros eram engajados à força e metidos nas embarcações.
Mais ou menos assim, "Marujos à força".
Um grande abração, meu amigo

São disse...

Não é o suficiente, desgraçadamente, mas ajuda...até porque não há outra saída!

Um abraço enorme.

elvira carvalho disse...

Amigo, não há pincéis que cheguem para tanto náufrago. Quando eu era menina, a minha avó sempre dizia que meio mundo vivia enganando o outro meio.
Hoje São para aí uns 10% ou secalhar nem isso que enriquecem com o suor dos restantes.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...



Excelente post, Amigo.
Muito bem encadeado. Na verdade os políticos só falam verdade para nos lixarem. E quando mentem também é para nos lixarem.
O que vale é que há quem os saiba pôr no lugar, né Zé?.
Um abraço

Zé do Cão disse...

São

Há sempre saídas. Só a morte não tem saída.
Pode ser num clik se abra a luz em tal cabeça.

Fé,esperança
abraço

Zé do Cão disse...

Elvria

Que saudades que eu já tinha desse chapelinho ao xadrez.
Bem vinda.

O ex-Celeiro de Portugal já nem caça tem, as pescas é o que se sabe, as fabricas já deram uvas, como se vão pagar as dividas se não se produz nada de nada. Como se pagarão os NEGÓCIOS DA CHINA à escondidas de todos.
Enfim, a partir do próximo texto vou ser mais optimista.
com amizade um abraço

Zé do Cão disse...

Silencio

Isso mesmo, são mesmo uns trabalhadores de metalização.

Lixam tudo em que pegam.

Beijos

Magia da Inês disse...

Olá, amigo!
Sei que você não tem motivação suficiente para nos brindar com uma nova história mas, pelo menos, posso admirar essa lindeza de cachorro do perfil.
Aproveito para desejar uma semana cheia de paz, muita saúde.
Beijinhos.
Brasil ♥
♥♥ °º
° ·.

Zé do Cão disse...

Magia

Para a semana terá a sua satisfação.
Quanto ao cachorro, tem cara de descarado.
Acaso quer saber a sua raça?
"Rafeiro"
Quer dizer, sem reça, sem sangue Azul.
É da plebe canina.ahahah...
Oportunamente será substituído por um especial, um de que gosto muito.
É ás cores...

beijinhos
Lamento a desgraça que se abateu sobre o Rio

Magia da Inês disse...

Oiêeeeeeeeeee, Zé!

Eu não sabia que rafeiro é vira-latas...

Sabe, tenha uma cachorra que peguei na rua (aqui se diz que foi adotada) que é rafeira, como tu dizes...

O nome dela é Catita.

Catita no Brasil, são aqueles rabiscos de crianças de 4 ou 5 anos, que eles chamam de desenhos, quando faltam braços, pernas, os olhos são quase do tamanho da cabeça e assim por diante...

A bichinha já pôs um ladrãozinho para correr aqui do quintal...

É danada... não tem nem um pingo de medo...

Ahhhhhhhhhh, Zé!

Deixe esse rafeiro ser seu mascote do blog, e se puder, adote-o...

Garanto, por experiência própria, que tu não vais te arrepender!...

Beijinhos de sua fã número 1.

Amigo, você tem email?

Se tiver me envie ou me escreva... vou mandar uma fotografia da minha Catita para conheceres...

Se quiseres escrever para mim:

dilarochalinda@yahoo.com.br


Beijinhos.
Dila
Brasil

Magia da Inês disse...

Oiiiiiiiiii, amigo!

Voltei!

Se quiseres escrever em gallego
para mim, podes escrever à vontade....

Não sei falar, nem escrever uma única palavra em gallego mas o tradutor Google quebra o galho bem.

Dá para entender tudo...

Quanto à tragédia do Rio de Janeiro... amigo, só estamos colhendo o que plantamos e o que o resto do mundo plantou...

A natureza só está nos devolvendo o que estamos fazendo contra ela... entende?

Eu já esperava deslizamento de encostas de morros e montanhas porque todo ano isso acontece mesmo.

Só que nem eu, nem muita gente esperava pelas proporções que foi a deste ano...

Acredito que só os políticos já esperava por isso... tu sabes, é sempre o povo que "paga o pato", não é meu amigo?

Eu também estou tristíssima...

Então, amigo, me deixe um pouquinho mais feliz...

Adotes o rafeiro, convença sua família, eu consegui convencer a minha...

Beijinhos.
Dila
Brasil

Laura disse...

Olá zézito, o tempo voa e nem te vejo por lá nos mails ou coments...bora lá, tens tempo se deves estar em casa ao redor da lareira...

Beijinho da nina

Zé do Cão disse...

Laurinha

Tenho andado numa roda viva.
Fui com a "Dona2 à Galiza, choveu e temporal que não fazes ideia. Mas era uma obrigação, tinha que ser.
Agora mesmo acabo de chegar do Algarve, onde esteve um dia raioso, maravilhoso mesmo, matar também saudades.

Não vos esqueço, minha querida

Zé do Cão disse...

Magia
É isso mesmo. Rafeiro é vira lata.
Normalmente são cães muito inteligente, pudera lutam pela vida e portanto daí a necessidade de criar o engenho.

Zé do Cão disse...

Magia

A Galiza é uma província de Espanha e situa-se pegadinha ao norte de Portugal.
A sua língua é mais portuguesa que espanhola. O seu povo é extremamente simpático, gostam dos portugueses e a sua beleza paisagística é maravilhosa.
As suas rias são duma riqueza maravilhosa.
A sua tempo dar-te-ei outros tópicos.

beijinhos

São disse...

Esperando por ti, te deixo o meu agradecido abraço, Amigo.

Zé do Cão disse...

São

Pronto já estou a escrever

abraço

Laura disse...

Só nos esqueces quando te esquecermos, logo! nunca mais...

Que bom que foram passear, arejar.

beijinhos.
Há festa de anos da Luisinha do Kim.

laura

Zé do Cão disse...

Laurinha Fizeste bem lembrares.

obrigadinho

beijokitas

Anónimo disse...


O que se passa? já são horas homem. Acorda, a malta está à espera
Estás com frio, ou preguiça?

abraço
do velho Miguel

Zé do Cão disse...

Pronto, pronto, amanhã já temos festa na Aldeia.

Abraço

Mariazita disse...

Meu querido amigo Zé
Ontem recebi um email com uma anedota que os espanhois contam acerca de nós, portugueses, representados pelo 1º.ministro e o ministro das finanças, e do nosso futuro. Concerteza já a sabes.
Mas é pensando nessa anedota que eu digo: não haverá pinceis para todos!
Mas sem dúvida os governantes resolveram falar verdade.
Inclusive quando dizem que os políticos levam um "corte" de 15%, ao mesmo tempo que o subsídio para despesas de representação aumenta 20%...
São ou não são honestos???
Sabes o que te digo? Metem-me nojo!

Fica bem. Bom fim de semana. Beijinhos

Zé do Cão disse...

A minha ma~e é que tem culpa.

Logo hvia de me parir nesta terra. Porque e que eu não nasci nos confins do Haiti ou da Coreia do Norte. Ao menos era miserável toda a vida e não estranhava.

Sinto-me tão, tão desolado, que me apetecia e ir a eles e varrer toda aquela gente com o cabo da vassoura... ( mas num sitio que cá sei)

beijos, amiga

Nilce disse...

Oi Zé

Maravilhoso texto.
Uma descrição histórica (?) com bom humor e magia.Quanto pincel havia de precisar em cada viagem. rsrsrs
Quanto aos políticos, deixa-os ao mar. Tem quem os tome conta.

Bjs no coração!

Nilce

Zé do Cão disse...

Nilce

É bem verdade esta historia e bem aplicada no caso presente.

Também acho que sim.

bjs

Milu disse...

Mas que fina ironia! Estavas muito inspirado quando escreveste este texto. Pois olha, por causa do pincel fizeste-me lembrar o meu pai, que sendo uma pessoa com origem numa família extremamente simples e ligada à terra, à natureza, preferia fazer no campo certas necessidades fisiológicas em vez de utilizar a casa de banho. Havia um campo defronte da nossa casa, que nós costumávamos referir como o serrado. Era lá que o meu pai, pela calada da noite, costumava fazer a sua cagadita, ao mesmo tempo que ouvia os sons da noite, o ulular do vento, o cantar dos grilos e inspirava o cheiro da era fresca e verde. Mas este serrado era também um costumado palco das nossas brincadeiras de crianças, por isso não raro, ouvia-se um de nós proferir a seguinte frase: "Pisei merda do pai"!... Quanto a limpar o dito cujo ele utilizava uma pedra daquelas redondas sem arestas, a minha mãe, muito conscienciosa, e por isso muito me admiro como é que ela conseguia dar-se com o meu pai, costumava adverti-lo do perigo que limpar o cu a uma pedra poderia representar, e chamava a atenção que pelas pedras passavam bichos peçonhentos, mas ele não se importava. Ó Zé, o melhor que temos a fazer é rirmos-nos destas histórias, porque a vida está lixada. Creio que isto só leva uma grande viragem quando os jovens resolverem intervir, afinal, estão a deixá-los sem esperança. Que raio de futuro lhe estamos a reservar? Para que estuda um jovem? Para ir trabalhar na caixa de um supermercado?

Zé do Cão disse...

Milu
AHÁHÁH...
IMAGINA SÓ QUE CONJUNTAMENTE COM A PEDRA VINHA ALGUM LACRAU...
Quando eras miúda nunca brincaste ao Rei coxo?
pelo menos sabias sempre onde sujar o sapato do Rei para que o vassalo ao fazer de estribo para o Rei subir ao cavalo ficasse com a mão a cheirar ao sabonete "FENO DE PORTUGAL".
bEIJOS

Milu disse...

Eheheh! O que me fizeste rir. Desconhecia essa brincadeira do rei coxo.No meu caso quem se lixava era a minha mãe, a quem logo acorríamos a fazer queixa do meu pai tão pródigo a estrumar o nosso local de brincadeiras, e lá ia ela limpar o sapato, ou, se fosse Inverno, o botim de borracha. :)

Zé do Cão disse...

Todos queriam ser o Rei coxo, vassalos é que já ninguém queria. É como agora os políticos. O Povo é que é o vassalo, ele é que a fazem e nós é que ficamos com elas sujas.

Bjs

Naty disse...

Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos.

Autor Miguel Unamuno
Bjs com carinho

Zé do Cão disse...

Naty

Bem-vinda ao convívio do Zé.
Virtual ou não, na minha mesa haverá sempre um licor de "Ginja" para servir aos que chegam, quer seja grande ou pequena a caminhada.

bj.