19.10.09

Traição

Esta é a cafeteira que guardo religiosamente
e que meu pai me ofereceu após o falecimento da mãe Júlia

A Segunda Guerra Mundial ainda não tinha terminado. O Zé tinha 12 anos, aqueles anos irrequietos a que nenhum menino daquela idade pode fugir. Ainda usava calção e todas as manhãs entrava porta dentro da Escola Comercial, situada no largo do Carmo, ao lado do Convento do mesmo nome, onde em 1974, Marcelo Caetano se refugiou por causa da revolução de Abril.
O meu papá continuava na labuta das quintas, das adegas, do vinho tinto e branco, coisas que para ele não tinha segredos.
Nas adegas com os seus lagares enormes, onde dezenas de homens, arregaçados até às virilhas, pisavam a uvas depois da colheita e de terem permanecido na eira, para adquirirem mais doçura.
Assisti à apresentação de um novo trabalhador, por alguém seu conhecido. O homem falava espanhol e, enquanto dizia a meu pai que necessitava de trabalho para poder sobreviver, acarinhava a minha cabeça, fazendo-me festas.
Cativou-me e foi este “pardalito” que intercedeu por ele e lhe abri as portas do coração do meu progenitor para lhe dar trabalho, iniciando na própria hora.
Demonstrou sempre vontade de cumprir, era zeloso e diligente e tinha vontade férrea de aprender o português. Pernoitava numa povoação ali perto, em casa de quem o apresentou.
Pela noite, na hora de jantar comentava-se a chegada daquele desconhecido a falar espanhol, que conquistou a simpatia de todos, mas cuja profissão, notava-se, nunca teria sido aquela.
Um dia, comprou uma cafeteira de alumínio e com cinzel gravou nela o nome da mãe Júlia e do pai António, desenhando com primor um ramo de oliveira e colocou-lhe data.
Tinha para comigo um carinho tão especial, que sempre que eu tinha oportunidade fugia para junto dele e interrogava-o. De onde era, se era casado, se tinha filhos. Fitava-me, fitava-me e respondia-me sempre com os olhos húmidos de quem queria chorar.
Que tinha um filho da mesma idade que eu, que era viúvo, pois a sua mulher tinha morrido num massacre. Que era um massacre? Fiz a pergunta, tendo-me esclarecido que era uma coisa muito má, que não especificava para não me preocupar.
Como estas coisas não se esquecem mais, sei que trabalhou na nossa casa 7 meses e um dia, deixou de aparecer ao trabalho e não voltou para receber o salário. Soubemos que teve uma discussão com quem lhe tinha dado guarida e arranjado trabalho. Não soubemos nunca a causa da desavença, soubemos um pouco mais tarde o suficiente para perceber a traição que aquele homem sofreu, de quem supostamente o protegia.
Já não recordo porquê, o Zé descia a rua do “Limoeiro”, sobranceira ao Bairro de Alfama em Lisboa, onde está a cadeia do mesmo nome e um pouco mais abaixo a cadeia do “Aljube”, onde eram encarcerados os presos políticos. Ouvi chamar com insistência pelo meu nome, olhei e não via ninguém, mas quem me chamava disse-me para olhar para cima. Atrás das grades da cadeia do “Aljube”, o Miguel, aflito, grita-me com tristeza, pedindo-me para informar o meu pai, de que tinha sido preso. Ia ser devolvido a Espanha e a Franco e seria fuzilado, tendo sido denunciado pelo traidor Carlos, aquele que até então lhe dera abrigo.
Fiquei a saber que se praticava no mundo barbaridade sem nexo. Em casa contei o que ouvi da boca daquele pobre de Deus, que ousara lutar pela liberdade do seu País e tomei conhecimento que ele era fugido da guerra de Espanha e, indocumentado, se refugiara em Portugal. Senti arrepios de frio por achar que aquele homem, e pai, nunca mais teria possibilidades de falar comigo nem acariciar o seu menino, que não via sei lá há quanto tempo.
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68 comentários:

Maria disse...

Zé do Cão, meu amigo:
Eu pedi-te uma história para rir e tu dás-me uma história que me fez chorar. Que triste e que bem contada! Ai Zé, somos uns bons sentimentais, nós. Pobre homem. Ainda me lembro de refugiados da guerra de Espanha. Pobre gente, que julgando encontrar protecção aqui, eram entregues de mão beijada, aos seus inimigos. Pobre Zé, que tão menino soube com a vida pode ser injusta.
Guarda bem a cafeteira, Zé. Além de bonita, lembrarte-há um amigo, alguém a quem teu pai ajudou.
Gostei tanto desta história, que vou copiá-la e guardar no meu cantinho dos tesouros.
Vês? Eu queria rir, chorei e fez-me bem. Tenho dificuldade em chorar com lágrimas. A vida secou-as. A tua história deu-me o grande alívio de sentir a cara molhada de lágrimas. Obrigada, meu querido amigo.
Um abraço solidário e um beijinho à tua Dona.

Zé do Cão disse...

Tive-a guardada até agora e nem sei como saiu.
Era isso mesmo, quando por aqui apareci, pensava levar tudo a rir.
Agradecido pela amizade e pelo carinho

Mário Rodrigues disse...

Olá Zé do Cão

Com o objectivo de "conhecer" quem era o Zé do Cão, tomo a ousadia de vir até este blogue. Deparo com alguém que me contou ao ouvido; digo ao ouvido, porque a li como se a escutar estivesse, uma história das que gosto de ouvir. Infelizmente, trata-se de um relato de uma verdade, lamentável, que continua a ter par nos dias de hoje. No entanto, comove-me saber mais uma das que já não são novidade. Possivelmente, o Miguel, não terá conseguido alimentar a a chantagem do "protector"... O nosso mundo tem histórias destas demais, tenho muita vergonha e sinto-me muito incomodado!

Um bem-haja

Um abraço do Mário Rodrigues

Zé do Cão disse...

Mário Rodrigues.

A minha porta está sempre aberta, a quem vier por bem. Foi uma honra a sua presença.
Se não incomodo, vou continuar a passar por lá e segundo parece somos assíduos de "Milu".
Tudo gente boa, gente querida

abraço

Pascoalita disse...

Amigão,

As tuas histórias têm o dom de me provocar sempre fortes emoções.

Ou me deixam a rir a bandeiras despregadas (dizia-se assim na minha aldeia quando era pequena) ou me comovem até às lágrimas como é o casa do presente texto

Certamente já te perguntaste o que teria sido feito desse homem, estou certa? Terá família? Já imaginaste, tu que tanto viajas por Espanha, se não te terás cruzado com os seus descendentes?

Adorei ler-te. Adoro as tuas histórias. Obrigada.

Um beijo

Zé do Cão disse...

Pascoalita.
Sim amiga, sim e por duas vezes.
Uma quando visitei TERUEL. Imaginei a grande batalha de Teruel da guerra civil de Espanha.
E a outra quando entrei pela primeira vez e última na velha praça de touros de Badajoz, (hoje existe uma nova) onde fui ver uma corrida com Manuel dos Santos e que vai dar origem a um conto de mais uma faceta do Zé.
Nesta última, onde houve um massacre brutal. Depois os tempos saram feridas e até aqueles chapéus grotescos que usava a guarda civil espanhola, contribuíram para desvanecer a ideia, dado que foram substituídos por outros mais elegantes.
beijocas

Milu disse...

Olá Zé!

Vinha ainda de sorriso estampado no rosto, por tanta graça ter achado à tua história da fenomenal tigelada e eis que o sorriso se definhou perante este caso tão comovente! Fiquei com alguma suspeita de que o Miguel poderá ter sido uma pessoa extraordinária: Primeiro, porque foi alguém que lutou por um dos valores mais importantes para o seu povo - a Liberdade! Segundo, porque uma simples cafeteira de alumínio, deixou de o ser, para agora ser uma cafeteira especial, cheia de significado, quanto a mim uma valiosa demonstração da vocação artística do Miguel. Pena não teres dados suficientes que te permitissem saber de quem se tratou esse homem. Comovente o facto de ainda te lembrares do sentimento de bem-querer e ternura que inspiraram um ao outro. Ainda bem que o teu pai o ajudou, pelo menos, durante um certo tempo, nem tudo foi mau para o Miguel!
Um beijinho.

Oliver Pickwick disse...

Desde tempos imemoriais, os espanhóis são exímios em perpetrarem barbaridades mundo afora, inclusive contra o seu próprio povo, na guerra civil que menciona neste relato.
História tocante, Zé, e que nos mostra que a excelência do seu caráter já vem desde os tempos de menino.
Um abraço!

Mandy disse...

Querido ando sumida da blogosfera, mas agora retornei. Não sei se lembra de mim do blog Sozinha num canto escuro... Tô com blog novo:
http://the-sook.blogspot.com/

Dê uma passada por lá mais tarde...

BjO.

Zé do Cão disse...

Milú.
Obrigado.
Anos mais tarde e já conhecedor do Mundo, pensei que o Miguel talvez fosse da área de Toledo, onde existem exímios cinzeladores.
Por sinal, numa historia também cheia de ternura ou ela não fosse passado com o meu próprio "querubim" o meu próximo conto é passado nesta linda e monumental cidade espanholabeijocas

Zé do Cão disse...

Oliver

Não mereço tanto, amigo...
Um grande abraço

Zé do Cão disse...

Mandy. Se recordo. Como tenho sentido a falta...

beijocas

Parisiense disse...

Esta história fez-me lembrar uma outra historia de guerra. Aquela em que me vi envolvida, da qual fugi e que 30 anos depois está a juntar um grupo de amigos que vivíamos todos na mesma rua e que só agora foi possível reencontrar-nos.
As guerras provocam sempre situações complicadas, para os que as vivem e para os que apenas assistem.

Bela historia. Adorei ler.

Beijokitas

Zé do Cão disse...

Parisiense

Pelo que tenho lido, sei que tiveste também uma visão e experiência de guerra brutal, culminando com a descolonização exemplar. (?)
Conheço tanto Mundo, tanto, e nunca tive a mais pequena inclinação para um dia visitar qualquer das ex- colónias ou províncias ultramarinas.
Creio que tem muitas coisas lindas, dignas de serem visitadas,
mas... prefiro ficar por cá.
Beijocas

Laura disse...

Zészito, além do meu avô paterno o chefe de Contrabandistas, eu tinha um tio que nunca conheci, irmão do meu pai que morreu na guerra civil espanhola, nem o nome dele sei, por vezes lembro de o pai falar nele...
Pena a situação do senhor que trabalhou para vós, pena que os homens fossem tão sacanas e maus e ainda continuama ser e a entregar os seus irmãos, enfim...

Quando em Vila Verde, também falei com presos, pelas grades da prisão, nem sabes os entimento que eu tinha, de dor, de angustia por estarem ali, só dava para pensar que os filhos podiam ter fome e medo por não terem o pai em casa, ah, isso não se faz aos homens..e o contrabando era uma forma de se governarem...bolas, o que era , é que os comerciantes não lucravam com isso, e assim; prisão com eles, coitados..beijinhos..laura

Zé do Cão disse...

Laurinha.

Tudo de bom para ti. Parece que já chove por ai!...
Beijocas

Pascoalita disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pascoalita disse...

Amigo Zé,

Voltei aqui porque como deves calcular, tinha lido o texto um pouco na diagonal, enquanto ia trabalhando e mesmo assim fiquei tão emocionada que fiz questão de o reler, agora com mais cuidado.

Estes testemunhos, relatos vivos descritos com uma fidelidade impressionante e ao mais ínfimo pormenor, que creio me tocariam de igual forma ainda que nunca tivesse ouvido falar desses tempos trágicos.

Como tu próprio dizes, memórias gravadas na nossa infância são tão reais que quase podemos tocar-lhes e jamais alguém se atreveria a questionar.

A cafeteira é uma verdadeira "obra prima" e imagino que para ti tem um valor incalculável.

Acredito que sintas a presença da mãe Júlia e desse homem, vosso protegido, que num gesto tão simples se mostrou gratidão.

Jinho grande

Pascoalita disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pascoalita disse...

Só mais uma coisa ...

Esta tua história trouxe-me à memória uma outra tão ou mais triste.

Iniciei a minha actividade profissional em Outubro de 1974. No Departamento onde fui colocada havia um senhor, checo, homem muito culto mas sempre com ar infeliz que vim a saber ser exilado, prestando ali serviço como tradutor e intérprete em troca de um salário que segundo constava mandava quase na íntegra para a família (mulher e filhos) que deixara para trás.

Emocionava-me sempre que o via no bar, notando-se que passava necessidades a nível de alojamento, de alimentação e cuidados de saúde em geral. Era um homem triste e frágil, mas que inspirava confiança e esboçava sempre um sorriso silencioso quando se cruzava connosco.

A certa altura, crfeio que por limite de idade (70 anos?) e creio que adoentado, aposentou-se e deixamos de o ver com a mesma regularidade e, imagina o choque que tive quando soube que faleceu em Portugal, creio que meses antes da Checoslováquia se ter tornado um pais livre (1990?) e não tendo, portanto, podido voltar a abraçar a família.

Há vidas muito tristes e pensar que são seres humanos que espezinham outros da sua espécie.

Um jinho grande e obrigada por nos fazeres reflectir sobre tudo isto

Kim disse...

Oh Zé estas "estórias" têm o condão de nos recordar que o Zé brincalhão também é um sentimentalão. Pensava que era só eu.
Tiveste uma vida cheia, logo faz o favor de nos passar tal legado.
Às vezes agradamos a gregos, outras a troianos.
Um grande abraço

Zé do Cão disse...

Pascoalita.

nunca julgava vir a sensibilizar tanto os meus amigos/as.
É uma "estória" triste é verdade, mas como o tempo tudo esvanece, (às vezes)até pensei que era melhor não a contar.
Afinal, vocês todos são tão sentimentais como eu.
E todos, mesmo todos, temos "estorias" de arrepiar e de fazer sentir o coração bater mais rápido.

biquinhos

Zé do Cão disse...

Kim


Efectivamente, não é o meu género.
Gosto de dar uma boa gargalhada, franca, dar largas à alegria. Fazer humor das pequenas coisas.
Naquela altura, aparecer uma cara nova, a falar uma língua que nunca tinha ouvido, fascinou-me. Depois, foi o que conto...
O traidor também já faleceu, conheço a sua família, alcunhada de
"aborrece".
Um abraço

mariabesuga disse...

Pois agora fiquei eu arrepiada com a estória que faz a história de tantos Homens de um certo tempo em que de lutas se lhe faziam os dias. Lutas por eles e pelos outros. Lutas pelo bem comum que, como sabemos e aqui no teu relato se constata, nem todos entendiam por serem de vistas curtas e sentidos de menos ainda.

Acredito que o Miguel em sua grande consciência, a ter mesmo morrido desse jeito anunciado, morreu com honra de Homem de sentidos. Já o tal Carlos é bem natural que tenha enfezinhado e de coração nem ele próprio tenha sabido de tê-lo.

Muito obrigada Zé por este relato do sentido das palavras que nos podem servir para pensar...
Porque é preciso não esquecer... para não deitarmos tudo a perder...

Um abraço meu para ti.

mariabesuga disse...

Agora é que fui ver bem a cafeteira, Zé. Essa é uma peça relíquia mesmo! Uma simples cafeteira de alumínio... transformada nessa peça lindíssima e cheia de sentidos.

Cusca Endiabrada disse...

Ah meu ganda maroto que tens tanto de tamanho como de traquinas!

Oxalá não te tenhas lembrado de usar essa relíquia naquela maldade que fizeste ao "Enfermeiro Marmelada" enchendo-lhe o "Hipólito" com água da torneira e deixando o pobre em jejum eheheh

Isso seria um sacrilégio e nem a mãe Julia conseguiria demover S. Pedro a abrir-te as portas do Paraíso ihihih

dentadinhas

NUNO RAMOS disse...

Para quem gosta de recordar o nosso clube em imagens, recordando as nossas vitórias e glórias, visite o Armazém Leonino. Julgo que passará alguns momentos nostalgicos. Peço desculpa pela intromissão!

http://armazemleonino.blogspot.com

para apaixonados por cromos,jornais antigos, relatos de futebol, revistas antigas, etc... visite!

São disse...

Meu querido amigo, deixa-me só abraçar-te e ficar assim.

Não (te) consigo dizer mais nada, agora.

Zé do Cão disse...

Maria Besuga
Na realidade o Carlos não definhou, ou por outra definhou sim. Morreu, triste e sem consolo, até a mulher o deixou.
A relíquia, faz parte do espólio que a mãe Julia deixou.Serviu sempre para aquecer água e no seu fundo tem grandes marcas de calcário.
E está em meu poder, sem sequer fazer questão por ela. É que o meu pai resolveu oferecer-me em prejuízo do meu mano que também a queria.

beijocas

Zé do Cão disse...

Cusquinha

claro que não ia usar a cafeteira para fazer partidas ao Marmelada.
A das partidas era mesmo dele e mais pequena.

Biquinhos

Zé do Cão disse...

Nuno Ramos

Para miséria já basta a actual.

um abraço

laura disse...

Ai os homens, os homens, afinal o carlos morreu assim, abandonado? se ele abandonou um homem irmão...valha-nos..beijinhos com outro rosto..laura

Zé do Cão disse...

São.

Custa muito, não é?
Do que os homens são capazes, meu Deus.

Beijokitas

elvira carvalho disse...

terminei de ler com dificuldade. E não consigo escrever nada de jeito tal a emoção e a raiva que me dominam.
Um abraço

Pascoalita disse...

Passando para deixar um forte abraço enquanto vou digerindo o texto e aguardo o próximo, que espero me provoque outro tipo de emoções eheheh

jinhos

Zé do Cão disse...

Oxalá que não. Penso que ainda antes de morrer, veremos coisas destas e talvez muito piores, cá para os nossos lados.

É que o Mundo está a embrulhar-se a uma velocidade vertiginosa.
Vamos vivendo, cada dia de sua vez.

Beijocas

Zé do Cão disse...

pascoalita.
Vê só, que agora que acabou a época balnear, me lembrou de um banho.
E que banho meu Deus. Vamos lá ver se tenho paciência e jeito para o contar...
Talvez conto depois um outro banho muito especial, que a Elvira que foi minha comadre, apanhou e lhe ficou de memória para toda a vida.

Biquinhos

Laura disse...

Atão vamos a banhos, banhos de riso ou d elágrimas, que importa...conto, conto, conto, na voz do zezé de sempre..beijinhos da laurinha amiga...

Zé do Cão disse...

Laurinha. Trabalha, trabalho, nem sei para me hei-de virar.
é o sogro, é a sogra, é os amigos, é a casa, é os filhos
Só falta ensaboar a roupa no alguidar de zinco, lavar e colocar a enxugar.

safa...

Laura disse...

e vinha eu convidar-te para ouvires fados no resteas, a letra original, meu, meu, e o Osvaldo guitarrista, o Kims erve no bar e filma, a verdinha já anda de caneca na mão, a Maria mai'lo João já lá estão sentados, faltam os outros, aparece..beijinhos, e é só hoje, amanhã não há mais..
Sogros e sogras, amarram-se bem amarradinhos, e enfiam-se na despensa de um dia para o outro (começa sempre a contar amanhã) ehhh mas que pouca sorte a tua...de desempregado, passaste a ter 4 empregos, olhá sorte madrasta...
beijinhos..laura

Zé do Cão disse...

Nunca trabalhei como tanto e logo agora que me pagam para não fazer nada.
Portugal é assim é um país evoluído, onde toda a gente está bem na vida e até se dão ao luxo de pagar para a gente não fazer nada. Até parece que têm a árvore das pacatas.
Sim, sim não foi por engano, não têm árvore das patacas, têm é a das pacatas. Sem salto alto
beijocas

Mariazita disse...

Querido amigo Zé
Estou de volta, depois de cerca de 3 meses de ausência.
Venho retemperada, as baterias recarregadas, e calculo que a energia dê para bastante tempo...

Ao contrário do que era habitual, este teu texto é extremamente comovente. O assunto não é virgem; infelizmente há inúmeros casos idênticos, mas a maneira como o narras provoca um nòzito na garganta.
Gosto sempre de te ler, tu sabes, e este texto não foge à regra.

Amanhã, domingo, dia 25, reiniciarei as minhas actividades “bloguísticas” com a publicação de um capítulo de Anita, na “Casa”. Seguir-se-á o “Histórias” e depois o “Lírios”, tão breve quanto possível.
Fico te aguardando.

Beijocas
Mariazita

kuka disse...

Ó Zé...assim não vale!

Zé do Cão disse...

Foi tudo praia MARIAZITA ?

Oxalá fosse.

Obrigada pela noticia.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Kuka

Grande amigo.

Um abraço

Pascoalita disse...

Deixando um bjito e votos de uma óptima semana.

jinhos

Helena Teixeira disse...

Olá Zé do Cão!
História potente a que nos contas.Fiquei presa na leitura duma ponta à outra.Histórias de guerra marcam sempre,mas as de entre-ajuda também sobressaem.Prova disso,essa cafeteira lindíssima.Aposto que o seu café deve ser majestuoso!

Jocas gordas
Lena

P.S.:Ah,estou à sua espera para a Blogagem de Novembro.As suas amigas Cusquita santa ;) e Pascoalita e o amigo Henrique participaram na de Outubro e na certa,vão entrar nesta.O tema é O Meu Magusto.O Zé é um contador de histórias nato.É sempre um prazer ler algo seu.Tem até dia 8 de Novembro para mandar para aminhaldeia@sapo.pt. Já sabe texto máx. 25 linhas e 1 foto.

Zé do Cão disse...

Helena Teixeira.

As minhas amiguinhas Pascoalita e Cusca, julgo que já as entregaram.
Eu tenho passado, pela minha (vossa) aldeia e leio as historias engraçadas e oportunas que os concorrentes mandam. Pela minha parte, estou desmotivado e o tempo não me cresce.
Uma beijoca grande

Eu vou pesar 68 kgs! disse...

Caro Zé do Cao devo ser burra porque não percebi a logica do seu comentario. Devia ter alguma concerteza nessa sua cabeça em todo o caso nao acrescentou nada de interessante, positivo ou relevante.

Obrigada pela visita em todo o caso.

Nota: se não soubesse o que era comer toucinho, pasteis de nata, pizzas ou outras iguarias nao teria pesado 111 kgs ainda ah pouco tempo.

Melhores cumprimentos

Zé do Cão disse...

Pois a minha intenção era dizer-lhe que, de gorda você não tem nada.
E fazer privações, somente para emagrecer '/2 Kg.não vale a pena.
Entendido, né...

beijocas

NUNO RAMOS disse...

Caro amigo, o seu blog está adicionado no Armazém Leonino!

http://armazemleonino.blogspot.com/

Abraço

Pascoalita disse...

passando para deixar uma beijoca

Zé do Cão disse...

Passando, para receber a Beijoca da Pascoalita.


Obrigado, minha amiga.

Cusca Endiabrada disse...

O Zé do canito disse à lenita:

" ... Pela minha parte, estou desmotivado e o tempo não me cresce."

Estás cheio de sorte se só o tempo "não cresce!", porque anda por aí tanta gente a queixar-se da pequenez de outras coisas (dos euros, só para dar um exemplo ihihih)

hoje as dentadinhas vão para o tempo ... a ver se o malvadinho estica ihihih

Laura disse...

Ah, a nina aqui já deitou fora a modesta quantidade de 13 kilitos sem sacrificios, em apenas 4 meses...e, continuo a papar com calma, ora pois..beijinhos

Zé do Cão disse...

Cusca
Ainda não tens o dente do Juízo ou já caiu?


Eu falei no tempo, no tempo.

biquinhos

Zé do Cão disse...

laurinha.

Qualquer dia pareces uma "flausina"
Elegante como "nina" de passagem de modelos.

Beijocas

Mónica disse...

Olá amigo. Fiquei quase sem palavras. As suas histórias, lembranças, recordações são lindíssimas. Nota-se que são escritas com muito amor e dedicação. Nunca mais viu essas pessoas? Como estarão...
Nunca se interrogou?

Beijokas
Bom fim de semana

Mónica disse...

Olá amigo. Fiquei quase sem palavras. As suas histórias, lembranças, recordações são lindíssimas. Nota-se que são escritas com muito amor e dedicação. Nunca mais viu essas pessoas? Como estarão...
Nunca se interrogou?

Beijokas
Bom fim de semana

Zé do Cão disse...

Monica

Julguei que estavas zangado comigo.
Neste caso em particular, apenas vi de quando em quando o "traidor", que também já faleceu, por acaso não foi há muitos anos. Dos outros contos, uns sim outros não. Na grande maioria, as namoradas, naturalmente tiveram outro rumo de vida. Todavia há uma que manteve sempre contactos comigo de grande amizade,sendo visita da minha casa e mantendo sempre a porta aberta para ela. Recentemente enviuvou, continua a ser velha amiga.
Aconselho-te a ler "O João Pião" de 16/3/09, "O Leiteiro de 16/2/09,
e especialmente o 1º de todos. Depois diz alguma coisa.
O João Pião está velho como eu...
"As Margaridas nos Jardins d0 Alhambra", sinceramente tenho saudades desses tempos.

Beijocas, nina, querida

Laura disse...

Ehhh zezito, flausina? já lá vai o tempo e nunca o fui nem no meu tempo ahhhh usei mini saia mas não muito, o pai ralhava...mas eu nem ligava muita ms nunca gostei de exageros..
mas o peso precisa de baixar ainda mais..beijinhos e tudo de bom para ti ..laura, ah, lembro dos croquetes do sogro ehhh..

Zé do Cão disse...

Laura.

Quem não gostava de ser "flausina" em tempo próprio?

Quanto aos croquetes, é melhor nem pensar nisso, podem dar em indigestão. Neste momento está ali para as curvas. Como se nunca tivesse acontecido nada...

beijocas

ZezinhoMota disse...

Zé (Posso tratá-lo assim?).

São histórias de fazer arrepiar e que alguma juventude actual nem acreditam.

E muitas mais existem, para lembrar um tempo de "fazer arrepiar".

Um bom fim de semana.

Um abraço do ZezinhoMota

Zé do Cão disse...

Zezinhomota

Claro que sim.Sou mesmo Zé.

É verdade, a nossa existência está recheada de historias.

Um abraço

Mariazita disse...

Olá, bom dia!

Pois é, amigo Zé, santa ignorância a tua, e santa ignorância a minha, e, de certeza, da maioria dos leitores...
Este anónimo, que de há um certo tempo para cá (uns quantos meses) resolveu "brindar-me" diariamente com os seus comentários, é de Taiwan, e o que ele diz, naquela linguagem que ninguém entende, é publicidade ao seu país, e convites para que o visitem (o país, claro!). A 1ª. e 2ª. ou 3ª. vez que ele apareceu ainda me dei ao trabalho de ver no tradutor, mas depois "liguei à terra".
É ele a publicar e eu a apagar...

Boa semana

Beijoquinhas

Mariazita

Zé do Cão disse...

Mariazita

Fez-me confusão tantos números. Demais, provavelmente ele percebo tanto de português como nós de "Chinoca" .

beijokitas

Laura disse...

Ahhh, esses comentários aparecem em quase todos os blogues amigos, gracias que ainda nem se lembrou de passar no meu, já me chegarama s anónimas de anets, xiça, enchi..
Ah, ainda dá prás curvas, mas isso é quando não há farinha e acrne picada ehhhhhh...Beijinhos meu querido zé, muitos..laura

Zé do Cão disse...

Laurinha

nada de choros. todos os dias passo por lá.

Beijokitas