8.9.08

Sabrinas de padrão escocês


Depois daquelas cenas em que me vi envolvido por ter namorado duas “Margaridas” e da forma desastrosa como tudo acabou, resolvi ter juízo, ser bem comportado e não dar desilusões à mãe Júlia.
Eu bem tentava, de todas as formas, não contribuir para a sua infelicidade, dado que sabia que se preocupava muito com o seu “colibri”. Mas o tal cornudo da forquilha e do capote vermelho não me largava, colocando-me à frente dos olhos autênticos monumentos andantes, falantes e cheios de paixão.
Eu bem não queria, alhadas já me bastavam, mas ele segredava-me ao ouvido a todas as horas, que namorar duas ao mesmo tempo sempre era melhor do que ser só uma e prometia-me coisas que hoje me envergonho só de pensar nelas.
És um burro, dizia-me ele, há lá coisa mais saborosa… és um tonto, não sabes aproveitar as oportunidades que te dou.
É claro, acabei por seguir o seu conselho e mais uma vez acabou de maneira desastrada.
O Zé tinha a protecção da mamã, o Zé tudo quanto ganhava era para os seus devaneios, e a mãe Júlia era raro o mês que por debaixo da mesa da cozinha não lhe metia umas notitas na mão.
E, o Zé começou a namorar uma “brasa” de se lhe tirar o chapéu. Era boa rapariga e cheguei a pensar que finalmente ficaria por ali.
Residia num terceiro andar num prédio de seis, com dois apartamentos por piso, que tinha elevador cuja porta era de lagartas.
Seus pais fizeram questão de conhecer quem era o passarão que arrastava a asa à filha e acharam por bem consentir no namoro; passando às terças-feiras e quintas a visitar a apaixonada, durante ou depois do jantar e, desde que às vinte e três horas alçasse os cucos, dando por encerrada a conversa, que na maior parte das vezes, não passava de sussurros para que os “velhotes” não nos ouvissem.
Reparava que o papá tinha pouca confiança no Zé, já lhe devia ter chegado aos ouvidos alguns zunzuns, porque quando se sentava para ver televisão, colocava-se sempre em posição de não retirar um olhinho dos pombinhos e em tom baixo, mandava a mamã afastar-se da frente.
A coisa corria bem, mas ao fim de quatro ou cinco meses encontrei no elevador do prédio – e quando me dirigia para a “roça” – uma cara que não conhecia e de quem nunca tinha ouvido falar. Aspecto desenxovalhado, cara branquinha, pele fina, papo bem cheio e que cheirava a galinha do campo, coisa rara nas redondezas.
Encontrava-me já dentro do ascensor, iniciando o movimento para fechar a porta de lagartas, mas ao ver chegar aquela ave cheia de frescura, beleza a irradiar saúde e simpatia, levantei as orelhas, qual perdigueiro em presença de uma lebre e dei-lhe passagem.
Meti conversa e fiquei a saber que era empregada doméstica no 5º direito, desde há somente 7 dias.
O meu coração batia desordenadamente e lembrei-me das Margaridas (se fosse agora até me lembrava da cantiga do Marco Paulo, “eu tenho dois amores”). Qual filme desenrolado no “além”, vejo o “cornudo” rir-se e fazer-me sinal com a mão fechada, o dedo polegar virado para cima, como a querer dizer-me que eu não perdesse a oportunidade.
Nunca o elevador subiu tão depressa até ao terceiro andar como naquele dia, despedi-me com um sorriso e uma vénia e fiquei no patamar à espera, para ouvi-lo parar, abrir e fechar a lagarta, abrir e bater a porta de casa, nos dois pisos mais acima…
Respirei fundo, bati na porta da namorada que me esperava de braços abertos com o seu sorriso encantador e um olhar que só ela sabia fazer.
Nessa noite, o Zé pouco tinha para conversar e nem uma oferta para beber um copo, feito pelo pai da nubente me animou, e achei mesmo que as vinte e três horas demoraram a chegar.
Passei a desejar encontrar naquele transporte vertical, a Carla, nome da empregada doméstica e a imaginar qual o paladar que teriam as sopas e outros acepipes, feitas por aquelas mãos e que mais “melaços” saberia fazer. Os dedos polegares, tinham sinais de alguns cortes, fruto de descasca de batatas, mas isso não me interessava.
Talvez por coincidência ou por obra do “mafarrico”, sempre que ia subir na “caixa”, ela aparecia, trocávamos olhares e passámos a cumprimentarmo-nos apertando as mãos, que com o tempo passaram a demorar mais a separarem-se.
Um dia perguntei-lhe qual era o seu dia de folga e encontramo-nos no cruzamento das Amoreiras, local de tão boa memória, pelas aventuras e desventuras do arquitecto Taveira, dia em que chovia e que por isso julgava que ia faltar. Nada disso, a moça teve palavra. Passámos tempo a circular pelas ruas de Lisboa, falando de tudo ou de nada, coisas ao acaso. Beijamo-nos, apertámo-nos, fizemos juras de amor, sem sequer dar importância à traição que estávamos a cometer.
Tivemos vários encontros, todos à socapa evidentemente, sem que alguém e muita menos a Victória se apercebesse.
Para lhe fazer oferta de prenda em dia de anos, comprei na sapataria Violeta sita rua de S. Justa, umas sabrinas de padrão escocês. Nesse dia, que não coincidia com terça ou quinta, fui ao prédio disposto a entrega-los. Subi e desci o ascensor e ela não aparecia.
Fiz tantas viagens para cima e para baixo que a Victória, em casa, ouviu a máquina a trabalhar tanto tempo que resolveu ver do que se tratava.
Encontra-me no patamar com a caixa na mão, estranhou a minha presença e pergunta-me o que fazia ali e o que trazia na caixa. Não tive mais que fazer do que oferecer os sabrinas à namorada, que me beijou demoradamente, como agradecimento de tão gentil acto.
És um amor, meu querido, fazendo-me vir à face um vermelhão e um sorriso malandreco.
- Só podia ter sido o meu anjo da guarda a proteger-me perturbando e desfazendo a trama em que o “demo” me metia.
Pois foi, mas o anjo da guarda, julgando o caso arrumado definitivamente, bateu as asas e voou, deixando o Zé entregue novamente às traquinices do “diabo”.
A seu conselho resolvi voltar à Violeta, comprar outras sabrinas perfeitamente iguais, que entreguei à Carla, sem qualquer dificuldade.
Pouco tempo depois, e já se conhecendo, encontraram-se numa paragem de autocarro, calçando sabrinas iguais e estando ambas orgulhosas pela oferta que os namorados lhes fizeram.
Palavra puxa palavra e foi o desmoronar da ilusão da Victória, regressando a casa com muita baba e ranho e com vontade de me dar com as sabrinas nas “ventas”.
Assim que eu soube, através de um telefonema que a Carla me fez, nunca mais voltei ao prédio, não fosse o diabo tecê-las e ver-me envolvido noutra ocorrência desagradável, que desta vez era capaz de meter o José Botas, pai da Victória.
Vejam lá a ingratidão das mulheres, fui um mão abertas, calcei as duas moças e como pagamento do facto levava com as Botas do José no fundo das costas, que ainda me partia o cóccix.
A partir dali, fiquei com uma raiva ao guardião do inferno, que ainda hoje não o quero ver. E fiz uma jura.
Nunca mais fazer caso do diabo, namorar sim, mas uma de cada vez.

122 comentários:

Rufino Fino Filho disse...

Eras fresco, eras!
Espero que, apesar do arrependimento (Que a idade te deu, acho eu) espero que, se houver oportunidade, voltes ás Margaridas e outras meninas da tua vida.
Abraço
Rufino

Zé do Cão disse...

Já prometi a mim mesmo, que quando morrer vou pedir perdão a todas.
Se alguma ainda tiver o coração apaixonado por mim, volto a namorar com ela, desde que a companheira actual esteja no céu, porque em vou para o inferno, se o Diabo me quiser lá.

Um abração

Gi disse...

As tuas histórias, Zé (posso tratar-te por tu, é que a Olá confidenciou-me a tua idade), fazem-me me lembrar as histórias que o meu sogro contava... e que eu adorava (o sogro e as histórias).
Vocês eram frescos, eram!

Capitão Merda disse...

És lambareiro, Zé!

;)

Abraço!

Zé do Cão disse...

Gi, evidentemente é isso que desejo.
É que sinto-me jovem ao pé de gente jovem.
E sinto-me jovem ao pé de gente Velha.
Decerto a Olá disse-te que eu sou um jovem, não poderia dizer outra coisa.
Sabes, estive na inauguração da sua "Chafarica". Que bom, que gente simpática e que comida de luxo. Ai,ai
as minhas histórias, quando morrer e se elas me encontrarem por lá é que vou paga-las. Limpam-me o sebo outra vez.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Eu reconheço que fui uma grande peça.
Mas agora porto-me muito, muito bem.
Acho que até sou sossegado de mais.
Mas ás vezes apetece-me fazer uma partidita.

Meu grande amigo, um grande abraço e uma beijoca para a capitoa.

Pascoalita disse...

ahahahahahahahah ahahahahahah

Concordo, Zé ... miúdas ingratas essas. Um nino faz tudo para lhes agradar e ...

Mas não podias ter escolhido ao menos cores diferentes? Assim, nem chegaste a sentir o sabor dos petistos da "carla" ahahahahah

Mas livraste-te de boa! OLha que os papás nessa altura não as prometiam, não ahahahah

Laura disse...

Nossa Senhora dos milagres deve ser a tua Santa Padroeira!... Nunca vi tanta desfaçatez e tanta vaidade e ser feliz nos intentos, tiveste tempo demais para arredondar as coisas, ma snão, deixaste-te ir no água vai e olha no que deu, eh as duas a compararem as sapatilhas que o namorado lhes deu, o namorado era só um e elas eram duas, claro que não demoraram a entender que o escocês eras tu ehhhhhhhhhhhhhhhh..gande gaita, tens de contar uma, umazinha só em que o pai de alguma te foi ás trombas, senão nem fico contente ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, mas que lata tu tinhas e querida mãe Julia que sabia bem o fiolho que tinha e ainda ajudava nas compras pás namoradas...Mais lhe valia ter deitado mais nas caixas das esmolas... rapaz tão safado nunca conheci, adoraria ouvir-te contar aconfusão e mais algumas porque julgo...não ficaste só por aqui!...
Beijinho ó zé malandreco...

Ana Camarra disse...

Ó Zé

Isso é mesmo de homem!

1º Desculpar-se com um terceiro, neste caso o chifrudo!

2º No mesmo prédio! Zé, nunca, coisas devidamente apartadas, onde seja reduzida a possibilidade de confronto.

3º Prendas iguais, ou valha-me o Santo Caricalho do Monte!Nunca! Quanto muito namoradas de nomes iguais para nunca te enganares, ou então arranjar um daqueles tratamentos universais: querida, amor, fofinha.

por fim eras fresco, sim senhor, mas desculpa que te diga não usavas a mente, usavas a cabeça, a de baixo!

beijocas

Zé do Cão disse...

Pascoalita
Era isso mesmo, os papás naquela altura eram de passar há acção.
E neste caso o Botas já estava avisado, nunca tive oportunidade de por o pé em ramo verde.
Nem os petiscos provei a não ser o sabor da saliva, (nas beijocas)e uma santola na Portugália em Almirante Reis, Mas é muito preocupante, tinha que estar sempre com o olho em quem entrava.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Querida Laurinha
Também não sei qual era a minha padroeira, mas valeu-me muito. Uma vez tive que fugir a sete pés, sapal adentro, que fiquei com água até ao peito. Mas isso será oportunamente outra historia. Eu acho que devia ser um espectáculo a conversa delas.
Ainda era pior que o programa do canal l actual " AINDA BEM QUE APARECES-TE" . Juro que nunca ninguém me foi ás trombas, mas que andou varias vezes lá perto, isso andou. Até tinha que trocar as horas de entrar e sair de casa..
Algumas historias nunca contarei...
A mãe Júlia era uma Santa, garanto-te a melhor mãe do Mundo, muito fiz a sofrer, não merecia.
Beijocas

Zé do Cão disse...

Querida Ana Camarra
Ainda hoje acho que o "pés de Cabra" é que me desafiava. Não me largava.
Arranjar com o mesmo nome é uma sorte, uma em 1.000 . Já tinha tido essa sorte uma vez já não voltava a repetir.
Mas a sopeira, também teve culpa, porque foi logo trabalhar para o mesmo prédio. Digo-te que era cá um monumento, que quando a via ao longe até tremia.
Cá para nós. Quando pedi em casamento a mulher com quem casei, e que adoro (comecei a partir daí a ser um homem bem comportado)o pai dela fartou-se de atazanar a filha e por mil entraves, por aquilo que já tinha ouvido a meu respeito.
Foi uma luta em que saí vencedor.
A Cabeça nem sempre responde ao corpo.

Beijocas

Anónimo disse...

Olha,,se fosse agora em vez de sabrinas seria "lingerie",,,tás a ver os tempos??..mudam-se os tempos mudam-se as vontades,,,,mas que LAMBÃO me saiste ó ZÈ....duas de cada vez????....balhamedeus...
e conta lá ao ouvido..o elevador não te impressionava...é que nos tempos q correm eles "empancam" no meio da subida...outros tempos...

eras um tratante,,,,ehehehhe
Um xi_coração:pandorabox

Zé do Cão disse...

Pandora.

O elevador tinha portas de lagartas, via-se tudo lá para dentro.
Havia de ser bonito, havia. Ascensor panorâmico.
No tempo em que não havia "fio dental" comprei umas(nem sei como se chamava aquilo) e mostrei-as, a outra.
Agradeceu-me, beijou-me e guardou-as.
Não eram o seu destino, mas calhou-me bem.
Olhei para o céu e pensei, lá vem duas outras vês.
Mas tinha prometido que estava com uma de cada vez e prometi. Quero eu dizer, não foi as duas ao mesmo tempo, foram separadas.
Ela queria namoro, mas depois eu disse-lhe que já tinha namorada.
Beijocas

Cusquinha endiabrada disse...

Ah! O meu homónimo, o diabrete, fica com a fama mas são outros a terem o proveito eheheh

Quando vi ali em cima a foto, pensei que ias dizer que já tinhas calçado as pantufas e já nem pensavas nas marotices, mas quantas não deves ter aprontado ...

E ainda bem eheheh

medusasss disse...

Ahahahhahahaha!

Mas tu já tinhas feito essa jura!
Ó Zé, bem que a mereceste, e merecias muito mais que isso não se faz!

O que eu acho piada é nunca te ter ocorrido que calçando de igual as duas moças, havia a grande probabilidade de se encontrarem e falar sobre a coincidência!
Só me ocorre que nesse tempo o conhecimento sobre mulheres era mais... compartimentado! lol

*** e muito obrigado pela história!

Moyle disse...

aqui na minha zona já nao te livravas de um de dois "apelidos", ou macaco, ou "barrasco" [não é assim que se escreve mas é assim que se diz por aqui]. Qual escolhes?

um abraço

Zé do Cão disse...

cusquinha endiabrada
Ficas a saber, que fui sempre muito respeitador.
Ás vezes é que asneava, mas isso também é uma coisa que ataca os azarentos e eu fui poucas vezes bafejado pela sorte..........
Quanto ao resto, recordar é viver.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Medusasss.
Mas tu também sabes que quem mais juro mais mente.
Mas elas estavam tão lindas, os sapatinhos eram tão lindos e ficavam-lhes mesmo a matar.
Se lá tivesse aparecido, quem me coçava a roupa nas costas era o Botas. Nunca mais fui ao prédio? Eu nem nunca mais passei pela rua, quanto mais ao prédio.
Mas andei um tempo interessado em saber se a Carla, tinha mudado de patroa.
Depois passou-me, passei a frequentar outros poisos.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Moyle, nesta altura era capaz de escolher, mas naquelas olha fosse o que Deus quisesse.
Eu nem sei se tinha tempo para trabalhar, tinha sempre ocasião era para estender a mão quando a mãe Júlia estendia a sua. Verdade que me dava um jeitão.

Abraços

Pascoalita disse...

ahahahahah

"Havia de ser bonito, havia. Ascensor panorâmico. No tempo em que não havia "fio dental" ..."

Isto trouxe-me à lembrança uma cena passada com 2 bófias:

Uma noite, estando eles de carro às escuras, a vigiar um prédio, perderam completamente a noção do que estavam a fazer porque uma vaporosa madame cirindava na varanda iluniada mesmo sobre eles, vestindo apenas uma camisa de dormir, proporcionando-lhe uma visão alucinante.

Cá pra mim, ela estava feita com o suspeito ahahahah

Os "colotes" já nessa altura estavam fora de moda eheheheheh

Zé do Cão disse...

Na policia também há malandrecos.
Até têm a fama de se aproveitarem.
Mas isso já tem outro nome.
Acaso já deste o rabinho de olho nos "Mistérios de Lisboa"?
É das coisas que achei mais graça...

Beijocas

Laura disse...

E lá vou aos mistérios de lisboa...

quanto mais te leio
mais me enleio ó zé
maroto sem igual
safado como nunca vi
e ainda se ri do batatal
que fez entre as ninas bem
da cidade que o fez!...

São disse...

Ele eram margaridas, vitórias, sei quem mais...Oh, santo Ambrósio nos valha! rrrssss...
E afinal quem o levou ao altar...ou continua solteirão?
Até breve.

Zé do Cão disse...

Laurinha, quanto bem me sabe contribuir para que acabe o teu tédio e saber que acabas com o neu.

Beijocas

Zé do Cão disse...

São, confesso que não fui ao altar, fui só ao Registo, porque o pai da "nena" com medo que eu fosse o mesmo de sempre, impôs à filha essa forma de casamento. Já lá vão 29 anos e tenho-me portado. Já agora uma confidencia. Neste momento exacto em que te estou a escrever, está ela com os pais a comer na sala.

Beijocas

JOY disse...

Amigo Zé do Cão


O amigo era aquilo que se chama um verdadeiro Pinga Amor, e muito dado às flores,o mafarrico é que pelos vistos não alinhava pela sua cor.
Gostei de lêr mais esta história.

Um abraço
Joy

Zé do Cão disse...

Amigo Joya. O Zé meteu-se em cada uma de se lhe tirar o chapéu. Vá lá nunca levei no trombil do pai de alguma. Mas uma vez tive que me meter sapal adentro.
Eu acho que era o diabo que andava sempre atrás de mim, ou eu à frente dele.
ahahah.....
Um abraço

luafeiticeira disse...

Bem, eu abro o teu blog e só pela imagem e pelo título começo a sorrir sabendo, de antemão, que vou ler uma história antiga que fará rir qualquer jovem. Realmente, as tuas desgraças são contadas por ti como anedotas e cheias de pormenores humorísticos como o das orelhas do cão perdigueiro... Acrescento que não são propriamente desgraças, pois são o fruto daquilo que eu só posso imaginar como inocência, pois não cabe na cabeça de ninguém oferecer o mesmo presente (coisa visível) a 2 mulheres do mesmo prédio. Só um pormenor me escapou: calçavam o mesmo número?
Beijos

Mariazita disse...

Lá diz o velho ditado - "quem se mete por atalhos nunca sai de sobressaltos".
E tu eras exímio a atalhar! E, conduzido pelo chifrudo, que mais havia a esperar???
Coitado do teu anjo da guarda. O trabalhão que lhe deste em tantos anos de atalhos!
Grande história, Zé. Gostei.
Beijinhos
Mariazita

Mariana disse...

Zé... nao se sinta ofendido no eu blog....

os comentários que me refiro lá no texto nao tem nada a ver contigo...


beijjoss!!!

Zé do Cão disse...

Luafeiticeira.
Minha querida, felizmente que ambas calçavam 36, numero que também calça um dos homens dinossauros da politica portuguesa.
Nunca tinha visto assim por esse angulo. Realmente é duma infantilidade (mas não tenho sido eu um eterno menino?)que só visto.
Que rico perdigueiro, o gajo te saiu.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Mariazita. Realmente tudo me acontecia. E digo-te, que ainda hoje me acontece algumas. Não me amores, diga-se, mas cada uma.
Antes de iniciar a escrita, falo com o meu anjo da guarda, que me diz Zé essa não, essa é forte, guarda-a para ti. E por perto cá anda sempre a dar-me beliscões o fulano com pés de cabra, a sorrir e fazendo-me sinais.
Até agora tenho-me aguentado, mas não sei até quando me aguentarei. Um homem é fraco.
Beijocas

Zé do Cão disse...

Mariana.
Minha querida, sinceramente admiti que não poderia ser para mim.
A única coisa que quis, foi espicaçar você.

Beijocas, muito, muito grandes

Laura disse...

ahhh tudo te acontecia e a mim tamém ehhhh, mas não fazia a vontade de cem mafarricos, andeis empre direitinha e nunca deixei que me arrastassem a sas assim, ná senhora...
Beijinhos, mas tu pelos vistos tinhas mais queda pró homem dos chifres que prói das auréolas de santo... biste manel, e ainda por cima tiveste sorte até hoje e merecias que te fizessem o memso ehhhhh...ji de mim...

Pascoalita disse...

Não, inda nã li "Mistérios de Lisboa" e olha que sou bem ligada à mistica eheheh

Mas é que o patrão diz que não me paga para ler Blogs ahahah

Sabes que faço um dia destes? Imprimido tudo e leio no bus! Afinal ando a comprar revistas cor de rosa que não me fazem rir nem um pouco quando tenho literatura bem mais difertida ahahah

Jinhoss

Zé do Cão disse...

Laurinha, é verdade que tudo me acontecia.Mas que culpa tinha eu?
Elas gostavam de mim eu delas, só que metia em cada enrascada. Os meus amigos da época, já sabiam que de vez em quando havia arroz queimado.
Em compensação, agora sou um pinga amor sossegado.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Pois trabalho é trabalho e conhaque é conhaque.
Mas para retirar o setress do trabalho uma pausasita para ler um conto é sempre agradável.
Eu ás vezes vejo as revistas cor de rosa na secção de sexologia. é um espectáculo. Também me dá vontade rir que as aventuras e palermices que lá vêm.
Beijocas

Anónimo disse...

Quando quiseres as respostas às perguntas da revista Maria,tu diz,,teu pedido será realizado com croqui e tudo,desenho é que a coisa é mais dificil....eheheh

Como se encontra o teu filho Nando????

Um abraço pra Patroa,,xi para ti:pandorabox

Olá!! disse...

Meu querido amigo, obrigada pela tua visita durante a qual tive o privilegio de ouvir esta história em primeira mão (ou boca).
Este Zé não era para brincadeiras, mas com a genica que ainda tem não lhe fez mal nenhum as "traquinices" de juventude.
Bem hajas e um beijo grande.

Zé do Cão disse...

Pandora e Olá. As minhas coisas fofas desde o inicio.
Às vezes dá-me vontade de responder às perguntas que vêm na Maria. Mas um desenho vinha calhar.
O Nando, está de maravilha. Todos os dias falamos e vimos o gajo a sorrir.
Já comprou roupa de inverno, e é 30 40 minutos de conversa, sobretudo perguntas.
Já foi à casa do Pai Natal e diz que o velho fala as línguas todas. Ontem disse-nos que há lá muitos mosquitos. Retorqui que não é de admirar, onde há renas à milhões de mosquitos. Já esteve no circulo polar artico. Matou as minhas saudades. Também está solteiro e bom rapaz.

Beijocas e com a aproximar do fim semana, deseja que essa seja bem passada.
As tuas nenas, se receberem sabrinas dos amores, ponham pedra no sapato.

kuka disse...

Está descansado amigo Zé. O curnudo vai estar lá à tua espera.
E à minha espera também.

pimentinhabm disse...

hey blz?
to de volta!
=*

Zé do Cão disse...

Querida Amiga. A tua simpatia aliado a irmão e marido, vão fazer do "Saltátampa" um êxito na Capital do Norte. Ao saber hoje que estavam todos contentes pelo andamento que o barco leva, julgo que dentro de meses tens necessidade de aumentar o "estaminé".
Vais ter muito trabalho, é um negócio muito trabalhoso, mas a tua capacidade move montanhas e faço força para levares de vencida esta fase da vida.
Beijocas, beijocas, Beijocas
Vou dentro de dias mandar a receita do Galo, porque não é como eu disse. É feito de outra maneira.
De comidas percebo muito bem, quando estão no prato.
Já agora. MALTA DOS BLOGUES A OLÁ FAZ BACALHAU COM NATAS, QUE É DE LAMBER AS BEIÇAS. EU QUE DIGA.

Zé do Cão disse...

Kuka, bom amigo.
De mim já sabia, agora não azia juízo por ti. Sim senhor, também foste fresco? Eu a partir de certa altura já devia saber a fénico. Porque era negas por toda a parte.
Um grande, grande abraço

Zé do Cão disse...

Pimentinhabm
Volte sempre minha querida


Beijocas

Pascoalita disse...

Zé,
falando muito a sério, tens estes textos guardados de modo a que possas por exemplo editá-los em livro???

A sério que podias e devias fazê-lo

Jinhos

Cusquinha endiabrada disse...

Olha olha ...

Boa sugestão, mas assim o zé do cão tirava-me os louros!!! Diabruras é comigo e esse título pertence-me!!!

Quem vai escrever esse livro sou eu!!!

kuka disse...

É isso amigo Zé. Fiz algumas. De entre muitas asneiras que fiz, há uma de que não me esqueço. Namorei duas raparigas vizinhas. Casas pegadas, portas distanciadas 5 metros uma da outra. Claro que o inevitável aconteceu. Arrependo-me de todas essas coisas. Infelizmente já não há remédio. Mas nem tudo é mau. Acabei por casar com uma delas. E ainda dura esse casamento. É dos antigos.Lol!

Zé do Cão disse...

Kuka, afinal ainda és pior do que eu.
Não me digas que a outra foi pegar no véu e ainda levou as alianças.

ahahahah........


Um grande abraço

Laura disse...

ah, de cada vez que cá entro aparece mais uma historieta, o kuka era memso prá frentex no namoro e na lataria, 5 metros e nunca s ebateram? xiça penico, a coisa ia sendo má... imagina os pais delas ó kuka, ehehehe mas que falta de kuka mesmo , se fosse mais longe, mas asism nem gastavas as meias solas a andar de cá pra lá...
juntai o vosso riso e publicai um livro, é que assim meio mundo iria rir-se à vossa custa e com bastante gozo...um jinho da laura para os dois...

pimentinhabm disse...

bom moco eli?
kk num sei,axo q agente nunca sabe de tudo e tem mt coisa escondida debaixo dos nossos olhos!
kkkk
gostei de vc!!!
=*

luafeiticeira disse...

Beijos da Bela ou do Monstro, como preferires...

Bernardo Moura disse...

Claro que se namora uma de cada vez. Por exemplo uma às 13h00 e a outra às 16h00.
LOL
:)
Abraço

Zé do Cão disse...

Laurinha. O kuka ainda casou e pelo menos sabe fazer comida da boa.
Todavia eu sei fazer uns ovos cozidos que são uma categoria.
E preparar uns yogurtes liquidos de crescer a água na boca.
Faço o preparo de o vazar no copo

Beijocas

Zé do Cão disse...

Pimentinhabm
É verdade que sim. Portanto só lhe tirei a pinta pela fotografia, e faço um juízo igual ao seu. Não é verdade?
Quantas vezes a fruta é linda e quando se tira a casca é que se vê que o bicho já a comeu? Tantas, tantas.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Pascoalita, Deus me dê melhor Juízo.
Na realidade eu tenho os textos todos e as fotos que os ilustraram também. Mas sinceramente é coisa que não me passa pela cabeça.
Não gostaria que qualquer coisa escrita por mim servisse para estar pendurado num arame em casa de banho
publica, admitindo que em particular esse uso já esteja fora de moda.
Beijocas

Zé do Cão disse...

cusquinha endiabrada. A minha "Dona"
mandava-me fazer exame psiquiatro e pregava comigo em Rilhafóles. Aqui não porque este já fechou à muito, o Miguel Bombarda tem lá pouca gente e indo o da Avenida Brasil (Júlio de Matos) pelo mesmo caminho era capaz de ir para um sitio muito longe e eu não quero sair do pé dos queijos e das tortas.
Ou então digo assim, tenham juízo, meninas.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Lua feiticeira, é tarde mas vou deitar o olho ao Monstro e a Bela.
És terrível.


Beijocas

Zé do Cão disse...

Bernardo

Então e pelas 14 e 15. Acho que nunca fiz outra coisa se não meter-me em alhadas. Foram as que ainda tenho de contar.

Um abraço dos grandões

Cadinho RoCo disse...

Quando vem a tentação...
Cadinho RoCo

Zé do Cão disse...

Quando vem a tentação, perdemos a noção.


Abraço

Cusquinha endiabrada disse...

Hello! Venho desejar bom fim de semana e dizer que agora que voltei às aulas vou aparecer com menos frequência, mas amo a todos e se pensam que se verão livres de mim, estão bem enganados ... mesmo longe, estou sempre alerta, cuscando e pronta para fazer diabruras eheheh

Bjitos

P.S. Tentei roubar-te as "alpergatas" mas são enormes no meu belo pé de cinderala ahahahahah

Capitão Merda disse...

Bom fim-de-semana, Zé!

Abraço

fotógrafa disse...

Não é preciso prometer que serás
"um amigo para sempre".Basta
sê-lo.Basta dizer sim ao dom
que cada um é para o outro e
aquecer-se no calor desse milagre.

Bom FDS
abraço

Zé do Cão disse...

cusquinha. Tu não és endiabrada, tu és o diabo em pessoa.
ahahah.......
Com verdade, ensinas, não?
Gostaria que estivesses sempre presente.
Há um Presidente autarca, dinossauro que calça 36.
ahaha

Beijocas

Zé do Cão disse...

Capitão, já tenho saudades tuas.

Que tudo corra bem.
Um abraço e cumpr. à Capitoa

Zé do Cão disse...

Fotografa
Que belas prosa, nina.
Conta, conta com o Zé

Beijocas

Capitão Merda disse...

Há-de correr bem, Zé.
Ah...
A "capitôa" passou à história...

SILÊNCIO CULPADO disse...

Zé do Cão
É isso mesmo , meu amigo: namorar uma de cada vez. Alguma vez te há-de servir de emenda.
És um cafajeste encantador e eu delicio-me com os mails maravilhosos que me mandas.

Beijos

Zé do Cão disse...

Silencio culpado.
Como compensação das verdades sobre o meu mau comportamento, dou-te um xi-coração e uma grande Beijoca, aliado a um mail que sei te enviar deliciar

É TÃO BOM TER AMIGOS.........

Zé do Cão disse...

Olá, inadvertidamente não dei resposta individualizada.
Senti alegria de criança, ao aparecer de surpresa no Saltátampa.
Foram momentos inolvidáveis, que ficarão na minha retina. A cozinheira que contratas-te é óptima.
Oxalá não a deixes fugir. Que bacallhau com natas. Reparas-te a maneira graciosa como colocou o prato a gratinar e os cuidados que teve com aquela luva enorme laranja, que parecia o Becas dos bonecas da TV.
Beijocas

Antunes Ferreira disse...

Olá Zé do Serra da Estrela!

O Zé Oliveira, cartunista (e óptimo) da nossa praça e nosso comum Amigo, já está a colaborar no meu Travessa. É uma excelente notícia!!!

Entretanto, há um novo concurso no Travessa do Ferreira – www.travessadoferreira.blogspot.com . Até às 24:00 de quarta-feira, 17.
Com prémios, como habitualmente. Concorre! Ainda vais a tempo!!! Espero a tua visita. Será kédesta?...

Zé do Cão disse...

O zé do cão, esclarece que não é por má vontade que não apareço.
É que o tempo falta-me e o dia cá por estes lados deveria ter pelo memos aí uma 48 horas.

Um Abraço

São disse...

Ah, é por falta de tempo então que continuamos de pantufas...rrsss...
Tens-te comportado, sim.Espero que bem , rrrss...
Feliz domingo.

JOTA ENE ® disse...

... ah, belas sabrinas!

Abraço!

Zé do Cão disse...

São Tenho-me comportado bem? Tenho mandado coisas lindas, não é?
Fascinantes, miminhos! O Zée assim, quando o tratam bem. bate o rabinho, mostra os dentinhos..
Beijocas

Zé do Cão disse...

Jota ene. Eu bem procurei no teu blogue umas sabrinas de padrão escocês. Só que não as encontrei.


Um Abração, amigo

Laura disse...

Tadinho de ti mailas tuas memórias, mas acho que é de aproveitar, já viste o exito estrondoso? e quem sabe o Manoel de Oliveira faz filme de sabrinas com o nome e tudo..escocesas pois, o seu a seu dono...qual pendurar o papel, eles na se limpam aos livros mas sim aos jornais que os livros são duros, pois...a minha tia da aldeia, uma tia porreira e cheia de euros, raramente lá vou, mas quando vou lá tem ela os jornais dependurados...xiça...

Zé do Cão disse...

Laurinha
Só me falta era alguém chamar-me Manuel de Oliveira. ahahah...... Sabes o meu nome, não sabes? ahahah...
A tua tia da Aldeia, é uma mulher prática e aproveita o tempo todo. Porque isto de cuidar do campo, animais e tal e tal, tem que se lhe diga. Assim pendura no arame da casa de banho folhas de jornal, porque assim estão debailho "OLHO" e está sempre actualizada com as n oticias.
ahahahah...
beijocas

Laura disse...

ahhh zé do cão; mas tu a quanats andas...não te chamas manoel de Oliveira pois nã? seria o cumulo dos cumulos ehhhhhhh...ja me estou a rir que nem uma aventesma... Ah, cuidado com as palavras para que não deturpem..e ainda dizem que disse algum palavrão ehhhhhh...
Tou cheia de me rir no blog da pascoalita e pus lá a minha primeira experiencia do escadote já que não sabia como se abria ehhhhhhh...nossa o nosso mal é a ingenuidade ou antes era, que agora na me apanham ehhhhhh...Beijinhos.

Zé do Cão disse...

Laurinha. O nome sim, sim, bem percebi.
Felizmente que encontrei duas amigas com quem tenho empatia, que sabemos brincar, rir e acima de tudo respeitar. É isto que me dá (que nos dá) prazer e é assim que nos dá felicidade.
Também no Blogue da n/ amiga, deixei comentário ás chaves no bolso.
Não seria antes o macaco de levantar os automóveis? A não ser que ele não fosse mecânico.
Se era negrinho, talvez fosse algum saguím.

Beijocas, minha querida

Anónimo disse...

Sabrinas nunca nenhum me ofereceu..tb nunca tive na minha vida nenhum Zé do Cão,,,ah..mas cães tive muitos,,ehee..dos de luxo um ou outro perdigueiro...ehee
Bem com esta prosa toda para te dizere munida com umas tamancas à tirolesa e uma boa corneta faço um bom som:BOA SEMANA PARA TIIIIII
xi-coração:pandorabox

Mary West disse...

Ahh a culpa não é soh nossa! Adoro descobrir tais coisas em seu texto. :D

Zé do Cão disse...

Minha querida Pandora. Nunca te ofereceram sabrinas, e uma sandálias?
No teu tempo já não havia Zés dos Cães.

Gostava de te conhecer com as tais tamancas à tirolesa e a corneta a tiracole, daquelas que os peixeiros usavam, lembras-te? Ou no teu sitio não usavam?
Beijocas

Zé do Cão disse...

Mary west.
Mas também nunca acusei as mulheres de serem as culpadas dos sem vergonha, cafagestes. Eu atribui sempre as culpas a mim próprio e ao "pés de cabra".
Gostei de te ver por aqui. Volta sempre porque és bem-vinda.

Beijocas

Laura disse...

Ná neguinho ná ná na senhora..por acaso dos acasos nunca dancei com neguinho nenhum....não tem mal, mas nem calhou ehhhhhhh...chama-lhe o que quiseres...beijinhoe claro com amizade e respeito vamo-nos divertindo e avida fica mais terna e suave..laura,

Zé do Cão disse...

Laura
É isso mesmo minha amiga, nunca sabemos quando batemos quando nos juntam os calcanhares e portanto há que aproveitar a cegada.
Admito que não saibas o que é uma cegada.
É coisa de carnaval...
queres que exemplifique?

Beijocas

São disse...

Vim divertir.me, que bem se precisa...
Um abraço.

Anónimo disse...

Vivo muito perto da P.Varzim(tenho lá casa de praia) faço-te lembrar as caxineiras...saias levantadas cabelos puxados e....pois....penicos à janela..não sabes o pq??.....eu digo..muito zangadas diziam:fala pra este(penico)...era o sargaço e o iodo causador de tanta emoção,levei tarei da minha mãe,por ficar pasmada e encantada a apreciar estes teatros..

um xi:pandorabox

Zé do Cão disse...

São. Divertir, isto era caso era para chorar. A Victoria fartou-se de chorar. A Carla era do campo aguentou-se melhor.
Mulher prevenida vale por duas.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Pandora, A Povoa e o seu restaurante "O Marinheiro".
A Ver o Mar e a casa dos Frangos, ali mesmo à beira da estrada. Caxinas e a sua igreja que parece um barco. E os peixes ás vezes com sangue de boi nas guelras, vendido à tarde frente ao casino da Povoa. Fão, Ofir, Apúlia e as suas moscas, para mim são tudo recordações. Uma vez fui a um casamento num dos Hoteis da Povoa, não recordo o nome, mas é na Avenida principal frente ao mar e pertence ou pertencia ao Hotel Turismo de Braga. Ao tirar fotografia de grupo junto à piscina antes da comida a último fila caiu à água. 7 foi um espectáculo.
Agora navego nas águas mais quentes.
Gosto muito de Sesimbra, mas é muito maçador, subir e descer
Vou até ao meco : Aldeia e Praia e sempre se vê lá coisas giras, algumas coitaditas até metem dó.
Beijocas

Cusquinha endiabrada disse...

Ó migo Zé,

Na sequência do desabafo que deixaste no meu poiso, deixo uma "dica" que acredito possuas suficiente perspicácia para apanhar e decifrar ...

Quando sentires audades, olha para a tua esquerda, para a direita, para cima, para baixo e acredita que eu não estarei muito longe de ti eheheheh

jokinhas da "endiabrada" que tem muito em comum contigo ... um dia inda vamos ambos parar ao Inferno ahahahah

Zé do Cão disse...

cusquinha, essa resposta merece um beijoca das grandes, nessas bochechas.
Ao inferno vou parar de certeza, até já tenho bilhete comprado, não é ainda data.

Beijocas, querida

Laura disse...

ahhh cusca, cusca, CUSCAAAAA, era o que faltava, o homi ainda tem muitos anos à tua frente, que vá ele primeiro, bolas, ias agora com ele, ams se falas em apenas o acompanhar, a história já é outra, ora pede-lhe umas sabrinas escocesas para que o diabo Mor te deixe sair com elas para não queimares os pézinhos...onde já se viu..e o pessoal dos blogues ficava sem ti? na me parece... ele ja tem bilhete comprado (ahhh o gajo pensa que vai em primeira ehhhhhh, quando começar a aquecer o culote, sempre quero ver se se lembra das meninas que fez chorar baba e ranho...ahhh que mázinha estou hoje, já que ainda não foste zurrar lá no resteas...

Zé do Cão disse...

Lauirinha
Ao menos que a Cusquinha me leve um ramo de Urtigas, quando eu partir definitivamente.
Acredito que tenha tanto que fazer que não posso andar por aqui a na.dar.Beijocas. amiguinha

Laura disse...

credo zé do cão, as urtigas são do jardim da soledade!... ora clica lá entra pelo meu blog e vai às urtigas... quem diz que vais antes ou depois da cusca? achas que ela é uma nina da idade que aparenta? ahhhhh
Postei uma nina linda aos 17 18 anos em serpa Pinto, Angola e o Xistosa esteve lá quem diz que não nos encontramos? Havia ali pouca gente naquela terra do fim do mundo...bem deixa ver se ele ao ver a foto lhe recordo alguém... Beijinho e deixa-te de urtigas que isso nem se dá a mortos quanto mais a vivos...ma spodes crer que rezaremos por ti se fores antes d enós..mais que não seja para levare suma carta de recomendação lá pró Santo que te aguardar na entrada!... (Santo?) só podia né..com a caridade que fizeste cá pla terra...se for maior que as asneiras, acredita que tens metade das asneiras perdoadas,,,vai fazendo o que puderes para te aliviares do fardo!...vai ao resteas ver a mim...

Anónimo disse...

Bem......

depois de ler a fantástica Odisseia da ida pro inferno só me ocorre pedir BOLEIA.....agarro-me a ti e lá vamos nós....

CADA UMA....

um abraço:pandorabox

Zé do Cão disse...

Laurinha. Eu sou do Tempo do Serpa Pinto. Não do Serpa Pinto terra a que referes, mas Serpa Pinto navio que morreu cheio de ferrugem.
ahahah....
Pró ceu? Filha vai-te curar...
Vou lá vou, a cusquinha é boa prenda. É!

Beijocas

Zé do Cão disse...

Pandorabox. Minha jóia. Adora ver-te aqui a bicar comigo.

Eu também estou sempre a falar no inferno, mas acho quer o inferno é cá na vida terrena.
Na igreja de Cabeceira de Bastos, o diabo está representado com pés de cabra.

Beijocas e também ás nenas

Laura disse...

Cabeceiras de Basto é perto da terra do meu Pai, Linharelhos Minas da Borralha... já agora podias conhecê-lo ehhh mas ele nasceu em 1924 assim esse é que já não era do teu tempo... O Marcelo rebelo de Sousa é de lá se não me engano e uma prima minha mandou um dos meus livros para ele a ver se consigo vendas, mas...deve tê-lo deitado fora, só pode!...
Céu? Inferno? Para onde iremos depois de tanta azelhice, tanta malandrice?, ai deixa lá que a cusca pica-te com as urtigas para veres que estás bem acordado... Ji...

Zé do Cão disse...

É sim o Marcelo é de lá. Existe lá uma casa particular que parece um castelo, que tem capela lá dentro e numa sala uma liteira para levar a dona à missa. Era de um oficial do exercito. Coisa curiosa que tive a oportunidade de ver. Os donos vivem em Braga.
Acerca das urtigas, já deste uma passagem de olhos pela "A espreitadela" meu conto de 29.10..07 e o entulho 4.12.07 e o preservativo?

Té logo, Beijocas, de tarde vou dar uma volta...

fotógrafa disse...

Bom fds

Quase Nada

O amor
é uma ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.
(Eugénio Andrade)

Anónimo disse...

Raios...q entorse digital,só para te desejar um BELO FIM DE SEMANA...tanto comentário,Deus do Céu..eehhehehe
Ninas abraçam-te
Um abraço:pandoarbox

Laura disse...

ahhh pandorinha, se o homem é malandro que queres? já reparaste que os blogues sem pica não dão nada?...a gente o que qer é rir e não chorar que para isso basta-nos o dia a dia!...


tá zé, ontem nem cantaste mal por lá, só trocaste o fadinho e o autor ma sisso não é nada, comparado com o que os outros fizeram que meteram os pés pla smãos!...enfim, tivemos de sair de lá mais depressa e a soledade e a laurinha já iam tocadas de todo, enfim..beijinhos.

Zé do Cão disse...

Fotografa. O mundo é lindo, mas a vida passa tão rápido, que a maioria das coisas boas passam-nos ao lado.

Felizmente que há gente como tu, que nos fazem lembrar essas coisas

Beijocas

Zé do Cão disse...

Caixinha de surpresas.

és uma querida,. Sabes é uma bela maneira de passar o tempo, alegrando e alegrando-nos.
Para as "nenas" beijinhos, para a Victoria um afago e para ti que o fim de semana não seja pequeno para tudo o tencionas realizar.
Molhar os pés descalços na areia, está a dar as últimas. O Outono bate-nos à porta.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Laurinha. O Zé ás vezes passa-se. A "Dona" foi a um congresso a Coimbra, e eu fui à aventura para a Capital.
Bati a penantes sítios que já não passava há que séculos. Dei uma volta de electrico, viagem de sonho.
Graça, rua do operário, alfama, é coisa a não perder numa vinda à "Lisbia". Até fui ao largo do Carmo, não para ver o quartel da GNR onde se refugiou o Marcelo Caetano, para apreciar como está a Veiga Beirão, a escola onde estudei.
Passei à porta na livraria de velhadas, onde comprava livros e vendia livros.
Senti-me livre das amarras, mas cheio de saudades dela nestes 3 dias.

Beijocas

Anónimo disse...

Pois é LAURINHA...é graças a esta "criatura" abençoada que vamos aprendendo a conhecer-nos com agrado.....um beijinho amiga,,,,


Quanto a ti Zé,abraço-te...

A vitória tem-me posto os cabelos em pé.....feitiozinho como donas..manada-te uma lambidela..será ela ou eu??,,,,,olha sei lá...
As ninas regaalam-se com os teus blogues e respectivos comentários
Bom domingo...pandorabox

Oliver Pickwick disse...

Rapaz, se meteu em uma complicação dos diabos, hein? Mas, é da natureza humana. Faz-se o diabo por amor.
Um abraço!

P.S.: Zé, leio muitas coisas de outros amigos blogueiros, portugueses como você. No entanto, a sua escrita é diferente de todas, inclusive, utiliza-se de certos termos e expressões os quais não leio em nenhum outro blog português. Qual a sua região? Ou, escreve num dialeto português pouco conhecido? :)

Liquificadorizando disse...

Parabéns pelo blog!

Abraço

Alexandra Periard
http://alexandraperiard.blogspot.com/

Zé do Cão disse...

Pandorabox és uma querida.Fiquei todo babádo com os elogios. Não mereço tanto.
Vou enviar-te um filmezito dum cão alentejano. Vê lá se ensinas a Victoria a fazer o mesmo. A seguir ganhavas uma massas, ela poderia ir para o circo.

Beijocas
e para as nenas também.

Zé do Cão disse...

Oliver pickwick.

As moças sempre disseram que eu um amor de rapaz. Ás vezes asneava, outras não era ás vezes era sempre.
Vou ao seu blogue tentar explicar os termos a que se refere.

Um abraço

Zé do Cão disse...

Liquificadorizando.

Obrigado pela visita.
Beijocas

Oliver Pickwick disse...

Ei, Zé! Obrigado pela explicação. Uma verdadeira crônica. De certo modo, já desconfiava da sua origem em pequenas vilas ou no meio rural. A sua escrita "diz" isso. Mas, entendo tudo que escreve. De vez em quando, consulto o dicionário e, quando a palavra não consta em nenhum deles, deduzo pelo contexto. É uma ótima escrita, transmite a sensação de nostalgia saudável e pitoresca. Gosto deste estilo meio a la Miguel Torga.
Quanto às reuniões de Natal, tenho 17 tios, 10 da parte do meu pai; 7, da minha mãe.
Tenho dois filhos, e se dependesse de mim, teria uns 6. Esta é a melhor parte da vida. Contudo, os tempos hoje são outros.
Um abraço e ótimo Domingo!

Gótica da escola disse...

Oi Zé do Cão.
Gostei muito do teu site.
Sei que também há um fixe aqui nesta zona,vão a:
www.caramelosapiens.blogspot.com

Maria Flor disse...

Zé,

Saudade desse cantinho.Suas histórias reais dariam um bom livro! pense nisso. estou deixando a vida me levar, só espero que ela leve-me á um bom lugar! Quem sabe à Grécia?!?

Aproveite bastante à visita ao filhote...

beijocas!

Zé do Cão disse...

Oliver. É isso mesmo, os tempos são outros, e da maneira como a vida está, existem muitos casais que nem dois podem ter. Aqui em Portugal a natalidade está a descer olhos vistos,a ponto do (des)governo apoiar com subsídios (de miséria) casais que tenham mais de 2 .
Um abração, Domingo que está a chegar ao fim e triste com a chegada do Outono. Estamos a passos largos a aproximar-nos das castanhas e do pai natal.

Zé do Cão disse...

gota da escola. Quem me dera andar ainda na escola e saber o mesmo que sabia nessa altura. Nada mais e não era pedir muito.
Mas a cantiga do António Mourão
[Ó tempo volta para trás], já indicava que o tempo nunca volta para trás.
Moita? Que antes era Moita do Ribatejo? Terra gira e com tradições.
Recentemente almocei no Rosário, aquele restaurante à beira de água.
Tive azar, maré vazia.
Beijocas e obrigado por passar por cá.

Zé do Cão disse...

maria flor. Gosto de tê-la aqui.
Fazer um livro? Já várias vezes tive esse conselho. Não, não, nem pensar.
A minha opinião é que os livros são coisas sérias, para escritores e não é um Zé Ninguém, que conta tolices que lhe aconteceram na vida.
Obrigado na mesma, queridinha.
Quanto a ir à Finlândia ver o filhote, aproveitarei o máximo de certeza e farei um montão de fotos, que desejo me saiam bem.
Será sempre depois do Natal e Ano Novo, lá para Janeiro ou Fevereiro.
Desfrutar outra vez de Helsinquia, Tempere, Oulu, onde ele está, a Lapónia e a casa de papai noel.
Sobre a Grecia, adorava viver lá.
Beijocas

Cusquinha endiabrada disse...

Oh! Tb quero ir à Finlânciaaaaa

Tenho um amigo que é doidinho por esse país, até andou a aprender a língua, mas ... num me leva :(

Zé do Cão disse...

Cusquinha.
Na realidade é um País maravilhosa. O meu rapaz também está encantado. Diz que é belíssimo para se viver.
Está a aprender a Língua. Difícil, comenta.
Belezas são aos montes, asseio, tranquilidade, gente educada.
Digo eu, que até parece que estamos em Portugal.
Quando lá estive, já via isso e acontece que tiveram de pagar à Russia, indemnizações brutais de guerra. Recuperaram e hoje é o que se vê.
Parece mesmo que estamos em Portugal.

Beijocas, cusquinha, beijocas