5.7.10

Maiorca / Açores

Já vos contei tantas aventuras, tantas estórias e histórias e estou admirado que no turbilhão que por vezes me passa pela cabeça, ainda não me tivesse lembrado desta.
Os meus meninos sempre estiveram acompanhados em todas as fases da sua vida, mas tiveram sempre a liberdade de escolher o que queriam, com peso conta e medida, não se comportando mal em nenhuma ocasião.
Quando chegou a hora de já não querem acompanhar os pais, foi recebido por nós como uma coisa normal, mas que nos causou algum aborrecimento e tristeza.
Os quatro, filhos e Dona, já tínhamos ido a Maiorca um montão de vezes e em Abril de mil novecentos e oitenta e oito resolvemos voltar. Perguntámos se queriam ir connosco e foi-nos dito que não. O mais velho estava em Lisboa a frequentar a Universidade e o mais novo, com os seus 16 anos irrequietos, estava no último ano da Secundária. Este, de falinhas mansas, diz à mãe que com um grupo da escola de karaté que frequentava, estavam a pensar ir aos Açores em determinada data. A mãe fala comigo e decidimos autorizar e pagar, como é evidente, a deslocação. A partir daí, tratou de tudo para ir e nós sozinhos. Tratámos de marcar hotel para a nossa viagem a Maiorca. Escolhemos um quatro estrelas em Camp de Mar, perto de Andratx, e sairíamos de casa um dia antes do nosso menino arrancar para os Açores, regressando nós um dia depois da sua vinda. Tivemos por isso de pedir a um casal amigo que o levasse ao aeroporto Sá Carneiro para o levar, e ao mesmo local para o trazer.
No dia em que partimos, perguntei para que ilha ia o grupo, dizendo-me o filho que não sabia bem. Comentei com a mãe que eram coisas da juventude e como ele estava habituado a dar notícias, que amanhã saberíamos.
Beijinhos, despedida com ternura, recomendações para todos os dias estarmos em contacto, carregámos com extras os “télélés” e fomos rumo a Maiorca. Viagem de automóvel até Barcelona e “jet” às 16 horas com destino final. Primeiro inconveniente: o hotel, voltado exclusivamente para clientes alemães, só servia comida a satisfazer a gula daquela comunidade. Foram dez dias de dificuldades na alimentação e até o primeiro almoço não nos satisfazia.
Não dispensávamos a praia pela manhã e, ao terceiro dia, quando mais afoito com óculos e barbatanas dava uns mergulhos, reparei que na areia do fundo do mar havia uns rastos de qualquer coisa (eram as marcas de pequenos búzios quando se deslocavam).
Comprei numa loja de vende tudo, um chalavar para os apanhar, e qual não é o meu espanto quando vejo um linguadito a fugir. Apanhei-o e depois outro. Sem alarido, todos os dias a partir daquela altura o nosso almoço passou a ser linguado grelhado, numa barraca da praia que servia refeições. Pagava pelo serviço, tal como se os linguados fossem fornecidos pelo “tasqueiro” mas era eu que os apanhava.
A Dona, de manhã três vezes, à tarde quatro e à noite nem sei quantas, tentava desesperada entrar em contacto com o nosso filho, então nos Açores. Nada, nada. Nada a qualquer hora. A comida deixou de nos satisfazer, a dormida não era a conveniente e a intranquilidade era mais do que muita. Os amigos que os levaram ao aeroporto, também nada sabiam dele. Na escola do karaté, disseram-nos que tudo tinha sido organizado por eles e também nada sabiam.
Portanto, já podem fazer uma ideia da preocupação que nos atormentava. Até que chegou o dia em que o filhote devia regressar. Telefonamos para os amigos, para nos fazerem o favor de nos informarem assim que ele estivesse com os pés bem assentes no aeroporto. Que sim, que estivéssemos descansados. Deixámos passar uma hora sobre a chegada e telefonamos a saber e não sabiam nada, já que quem o tinha ido buscar foi o filho desse casal. Estranhámos, aliás estranhávamos tudo e estávamos arrasados.
Deixámos passar mais duas horas e continuávamos sem saber nada e sem telefonema, até que mais tarde, por nosso contacto, o casal informa-nos que o seu filho tinha tido um furo numa roda e estava na auto-estrada e nada sabia do rapaz.
Pedimos o favor quase a chorar de nos dizerem a verdade, pois tudo que estava a passar era mais do que estranho e nunca algo se tinha passado connosco assim. Que não, que não havia nenhum azar, que estivéssemos descansados que quando ele aparecesse nos telefonariam. Mais uma hora, novo telefonema nosso e aí sim, a notícia tirou-nos da incerteza, o “nino” tinha acabado de chegar. Só acreditamos quando ouvimos a sua voz.
Mamã, papá, estou vivo e inteiro, estivemos na ilha de S. Miguel, mas no sítio onde estávamos não havia rede para os télélés e o avião veio com duas horas de atraso. A Dona agarrou-se a mim, despejando o seu stress a chorar e as nossas lágrimas molharam as nossas faces.
Tudo está bem, quando acaba bem. No regresso, não vim a 120 km hora, voei estrada fora na ganância de o agarrar e beijar, tudo estava esquecido, tudo estava perdoado.
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38 comentários:

Parisiense disse...

Isso não são férias....é um verdadeiro pesadelo....:(

Mas como dizem os franceses " Tout est bien qui finit bien" ( está tudo bem , quando acaba bem).

E depois disso voltaste a Maiorca????Ou desta foste aos Açores????

Beijokitas

São disse...

Pois, aconteceu-me algo de muito parecido agora na Rússia e os meus tios também ficaram preocupados,

Quando comecei a ler pensei que se iriam encontrar em Palma, rrsss

Um abraço grande para ti e votos de boa semana para vós.

Osvaldo disse...

Zé;

Porra, que susto... até eu me preocupei quando desbobinei a tua crónica.

Ainda pensei,... bom, lá foram ver os Capuchinhos e o vulcão fez das suas, ou então foram cozinhar batatas nas furnas e ainda andam à procura das batatas e coisas assim.

bom, ainda bem que acabou bem.

Um abraço, amigo Zé.

Osvaldo

Zé do Cão disse...

São
Quis ser um pai moderno, mas tenho raízes de antigo.
Quem eram os pais que deixavam partir um puto de 16 anos ir de saída sem saber para onde. Açores? Que ilha? que terra? que hotel?
Qual hotel, ficaram nas instalações de um campo de futebol.
Enfim passei a ter mais cuidado, mas este nino (aventureiro por natureza, ou não fosse meu filho) marcha, sem dizer nada.

Agora já é tarde para endireitar a árvore de marmeleiro.
Para a semana, estarei na Manta Rota de barriga para cima com os olhos no sol e lua conforme a hora.

jinhos

Zé do Cão disse...

Parisiense

é verdade, foi um pesadelo e grande. Nem os linguados nos animavam.

Mas...confesso, agora que tudo passou.
Estar com a mulher da minha vida, sozinho a fazer férias, é sublime.
Com aborrecimentos de quando em quando para quebrar a monotonia, adoramo-nos um ao outro.
sou feliz...


amiga, acho, pelo que contas que gozas do mesmo prazer.
jinhos

Zé do Cão disse...

Osvaldo

Foi efectivamente um calvário. Vimos o prédio a cair...

Recentemente um senhor de Palmela foi ao Açores e nas Furnas meteu a perna num buraco. Resultado, queimaduras dolorosas, e estragou as suas férias.

um abraço, meu amigo

São disse...

Meu amigo, nós tentamos sempre fazer tudo pelo melhor, mas ...quem sabe o que é o melhor?!

Antes de te ires refastelar em Manta Rota, que desconheço, passa por FRança, sim?

RRRsss

Um doce abraço.

O tempo que passa disse...

Caro Zé do cão!
Com a prática vou aprendendo «as normas de uso», como interagir com os outros bloguistas. Às vezes com desmesurados elogios (nem sempre merecidos), outras vezes com simples comentários acríticos só para indicarmos que passamos por lá. Pessoalmente prefiro dizer algo com sinceridades, mesmo que esteja errada a minha análise.
Ora bem! Devo dizer, sinceramente esta sua crónica tocou-me profundamente, porque me trouxe à memória angustias semelhantes pelas quais passei. Felizmente tudo está bem quando acaba em bem.

Boas férias lá nas terras do Sul.
Diamantino

Maria disse...

Ó Zé que grande susto! Quando o meu mais velho foi mergulhar para o Mar Vermelho, estava num barco e não deu noticias. Foram dias de pavor, de medo. Quando chegou, ia-o esmagando com tantos abraços e beijinhos regados de lágrimas. Que medo eu tive.
Cada vez me convenço mais que Vinicius de Morais é que tinha razão: "Filhos, melhor não tê-los, mas se não temos, como sabê-los".
São o melhor e o pior do mundo.
Beijinhos solidários para ti e para a Dona.
Maria

Mariazita disse...

Zé, meu amigo, imagino a vossa aflição.
É bem verdade que "falta de notícias são boas notícias" já que as más correm depressa. Mas, mesmo assim, quando se trata de filhos... vai lá vai! não há sossego enquanto não vemos com os nossos olhos.
Não posso alongar-me em grandes considerações pelo motivo que expliquei no meu post de ontem.
Quando voltar o frio conversamos :)))
Mas eu ainda não vou de férias, só em meados de Agosto. Agora é ... praia, praia e ...praia!!!
Boa semana. Beijinhos

Je Vois La Vie en Vert disse...

Caro amigo Zé,

Imagino a vossa angústia !
Que horror de férias, um pesadelo mesmo e sem poderem pegar no carro ir ver o que se passava ! Depois, à medida que a angústia aumenta, imagina-se tudo, não é ?
Ontem fomos convidados por um sardinhada e eu tinha avisado o meu filho que ainda vive connosco. Estas sardinhadas com um grande grupo de amigos acabam sempre por se prolongar até a uma grelhada mista à noite porque cada um leva sempre umas coisinhas para comer e tem que se acabar as sobras. Não me lembrei de falar nisso ao meu filho e à noite, ele me telefonou para saber se estava tudo bem, com uma voz um pouco angustiada. Já vi que , tal como o Ronaldo, ele está pronto a ser pai... ;))

Vou em breve para Palma de Maiorca, queres que te traga um linguadinho ????

Beijinhos

Verdinha

Zé do Cão disse...

São.
os filhos, os filhos... Têm tudo que querem deste pai babado, dos seus meninos.
A Manta Rôta é uma coisa assim. Quando posta na cama, puxa-se daqui e dali e sempre ficamos com alguma coisa de fora.
Fica entre Tavira e Vila Real de Santo Antonio. Pertence a Vila Real, assim parecido com "Nagar Aveli" na India. Um enclave de Vila Real, encravada no Concelho de Castro Marim. Não é possível ir de Vila Real a Manta Rota sem passar pelo Concelho de Castro Marim. Uma aberração à portuguesa.
A praia é óptima, começa na Manta Rota - Altura, Monte Gordo e acaba em Vila Real. 80% das casas são só primeiros andares. Comercios, são estes.
Mercado Municipal que só abre a 15 de Julho e fecha a 15 de Agosto, dois pequenos supermercados (um pequenito mas muito bom)restaurantes um quase de luxo, mas todos pobres em cozinha, uma loja dos chineses, uma carrinha que vende peixe porta a porta, acesso à praia através das dunas, magnifico, silencio muito silencio. sossego muito sossego e do outro lado da fronteira Ayamonte, Cartaya e Huelva. Esta cidade tem em mercado municipal novo, digno de ser visto. Um espanto. É novo, nunca vi nada igual.
Se fores ao Algarve, receber-te-ei com a minha "Dona", com todo o gosto. É só dizer.
jinhos

Zé do Cão disse...

O tempo que passa.

Meu amigo, há textos muito bons, outros assim assim, depende do assunto, do entusiasmo com que é feito e da nossa disposição.

Tenho criado amizades imensas e é salutar este convívio.
Para mim, sinceramente que gosto de conviver, ajuda-me também a viver. Quando chegamos a certa idade, sentimos solidão, já vimos muitos dos nossos amigos partirem e
sentimo-nos só.
dos Amigos de infancia, ainda temos alguns e muito bons. Claro que por vezes o nosso assunto não agrade a um dos nossos amigos virtuais, mas temos de ter a arte de entender, aceitar e seguir em frente. Uma coisa tenho sempre na mente o respeito pelos outros bloguistas.
Efectivamente este caso, deitou-me um bocado abaixo, isso deitou.
Depois, as coisas boas voltaram a recompor tudo outra vez.
Um grande abraço

Zé do Cão disse...

Minha querida MARIA

Se foi, mas acho que todos nós, temos coisas destas.
Ele ultimamente estava na Finlândia a trabalhar. Lá bem em cima no Circulo Polar Artico, agora já está em Lisboa a trabalhar. Já o tenho por perto. Quando avisa que vem a casa, sempre um pratinhos de arroz doce.
Não pasa sem eles.

beijinhos

Zé do Cão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé do Cão disse...

Mariazita.
O nino é o mesmo do meu conto o Banho em Toledo de 16/11/09.
Viver tantas coisas boas eles,passar tanta coisa por eles e perde-los?
Nem quero pensar.
Pois é! Férias em Agosto. Isso é para ricos...

segue o conselho que dou no teu blogue.

Jinhos

São disse...

És um amor!!|

Se , inesperadamente,for ao Algarve podes estar certo de que tu e a Dona terão a minha visita, rrss

Umas estupendas férias para vós.

Zé do Cão disse...

Je Vois La Vie en Vert

Este ano ainda não comi uma sardinhada à altura de boas tradições. Tenho saudades.
É tal como dizes, começa a uma hora e nunca acaba quando queremos.


Não, mão quero um linguadito, talvez uma pedra de "Menacor" ou um cavalinho de vidro da fábrica quando se vai para Manacor. Talvez um postal da Calobra e Soller.
Talvez ainda um Bolero dançado no "Tillos"

Boa, viagem e muito gozo
cumprimentos ao marido
jinhos

Zé do Cão disse...

São
Como já lá estivemos 15 dias, agora vai ser só 6.
É que a ida à Galiza, tem um objectivo especifico e tendo telefonado para lá, dizem-nos que aguardemos mais uma mês.

jinhos

Oliver Pickwick disse...

A crônica tem seu lado de apreensão, o que é natural, pois ficar sem notícias dos filhos nestas circunstâncias não deve ser bom. Porém, tem, também, o lado "histórias de pescador", relatos que na maioria das vezes tem a credibilidade... como direi?... nem sempre aceita por muitas pessoas. Fato que repudio. Ora, se o amigo diz que pescava linguados todos os dias, eu acredito. :)
Imagino que "chalavar" deve ser um cesto com uma vara.
Um abraço!

Laura disse...

Ahhhh que aflição, mas, já sabemos que eles nos fazem passar por todas... imaginas eu sem ouvir e a pedir às amigas que ligassem?

Mas depois havia sempre um em casa para saber do irmão... e claro entre angustias e aflições lá foram crescendo e aprendendo e ainda hoje quando chegam a algum lado, sms à mãe sapinha para ela descansar..e falamos na net muitas vezes, com a Neide quase todos os dias...diz que vai a Concertos, manda fotos, conhece gente interessante de todo mundo, enfim, é bom vê-los levar a vida em frente.
Beijinhos Zé e que aflições os nossos corações passam e passarão toda a vida, com eles.. (se der passa lá) laura

Zé do Cão disse...

Oliver

Foram uma férias bem complicadas.
Quanto aos linguados, foi mesmo assim.
O Zé de barbatanas e óculos c/ respirador apanhava-os com limpeza.
Como sabes os linguados estão escondidos na areia, bastava engenho e arte.
Chalavar, é uma espécie de saco para apanhar borboletas.
Também trouxe buzios ('/2 duzia que entretanto apodreceram e me empestaram a mala de viagem.

Abração

Zé do Cão disse...

Laurinha

Sabes bem avaliar o que isso é.
Demais o moço tinha sido sempre impecável. Se visses o filme que ele fez do local onde dormiram, nem dá para acreditar.
Mas que foi um grande susto isso foi.
beijokitas grandes

Kim disse...

Vá lá vá lá!
Mesmo assim não foi muito mau. Se fosses tu, se calhar ainda fazias pior.
Por acso não esperava o desfecho que teve. Estava mais à espera de que ele tivesse feito uma marosca qualquer e não tivesse feito nenhuma viagem.
Como eu já fiz bem pior que isto também mereço o meu castigo.
Então agora estás no Algarve?
Grande abraço amigo

Zé do Cão disse...

Kim
Este gajinho é um filho adorável, bem comportado e tem tudo quanto é bom. Mas há uma coisa que me faz donfusão. Já viveu com 6 mulheres. nao obstante só ter 28 anos.
Ás vezes dou comigo a pensar!. A quem ele sairá?
Antes ainda vou à Galiza e depois parto directo para a Manta Rota.
um abraço

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
São disse...

Espero que tudo esteja a correr como tu e a Dona pretendem e merecem.

Saudades, amigo.

Laura disse...

Só seis muiés? isso é obra, acho que se eu tivesse feito siso antes de enfiar o raio da aliança no dedo, hoje seria mais feliz pois sem aliança é melhor...não há amor que dure que dure assim tanto, acredita em mim...e se o teu é já entradote, viva..se consegues ser feliz assim...mas que maravilha. aquele abraço da laura

█► JOTA ENE ◄█ disse...

ººº
Só te posso dizer, MAIORCA E AÇORES, proximos destinos a visitar.

Abraço

http://photoessencia.blogspot.com/

Zé do Cão disse...

São

Estou de volta. Cara e braços bem morenos, o corpo esse branquito, o sol não quer nada comigo e já me castigou uma vez. Agora não lhe passo confiança.
Obrigado, foi das semanas bem, bem passada.
jinhos

Zé do Cão disse...

Laurinha

Acho que o gajo não vai ficar por aqui.
Mas, como é um nino bonito e bem comportado, vamos tolerando.
Enfim a juventude de agora, não é igual à de antigamente.
Qualquer dia alguma vai-lhe aos queixos, como aquela fez ao pai em Granada.
Recordas?
jinhos

Zé do Cão disse...

Jota, amigo
Agora está de moda em Maiorca, comprar um balde para bebedeira certa. Uma garrafa de vodka, dentro de um balde com os restantes ingredientes e alá que vão para a praia.
Está proibido o "Botellon" e portanto os comerciantes vendem e que o façam em qualquer lado, porque lavam daí as suas mãos.
Temos de nos encontrar e ir à ERMELINDA.
Um abraço

Pascoalita disse...

Minha nossa! omo foi possível perder um testemunho destes? Mas uma pontinha de culpa é de quem me habituou a um "cheirinho prévio" destas ilariantes histórias, sabes?

Imagino como esses momentos devem ter sido ricos em emoções ... umas excelentes, outras de ansiedade. Mas tudo acabou bem e serviram para enriquecer aa vossas memórias.

Um beijo

Pascoalita disse...

Ah! Esqueci de dizer que esta narrativa me fez lembrar as minhas férias, há muitos anos, na Ilha de Faro e Meia Praia, Lagos!

Muita conquilha nós apanhávamos ... Embora não tivessesmos dificuldade em adquirir alimentos, era o nosso jantar quase todos os dias eheheh

mais um jinho

Cusca Endiabrada disse...

Já dizia a minha avó ...

"Quem tem filhos, tem cadilhos" ... "quem os não tem, cadilhos tem"

É por essas e outras que eu fico pra tia ihihihih

dentadinhas da endiabrada

Cusca Endiabrada disse...

Uau! Um aviãozinhom!!! Uma viagem assim, à Madeira, aos Açores, a Maiorca ou Minorca, vinha mesmo a calhar ... essa parte das preocupações é que dispenso ihihih

dentadinhas

Zé do Cão disse...

Pascoalita

Finalmente...

Como o Restaurante da Manta rota

jinhos

Zé do Cão disse...

Cusca

Querias então uma viagenzita a Maiorca.

Era capaz de oferecer-te...

Os Papás não te deixavam

biquinhos