4.1.10

Tourada em Badajoz

A juventude da minha época divertia-se à grande e à francesa. Os tempos eram outros, a oferta muito menor e portanto tínhamos de puxar pela “mona” para saber onde iríamos gastar os poucos tostões que o nosso bolso, sempre vazio, às vezes escondia no recorte da costura.
Este vosso amigo tinha acabado de comprar uma moto da marca Triumph e estava desejoso de ir fazer quilómetros para fazer o gosto ao “rabiosque” e, em segundo lugar, digo-vos que a sensação de liberdade por conduzir um bicho daqueles era o máximo, atendendo a que tinha acabado de tirar a carta de condução de motociclos com cilindrada superior a 250 c.c. Noutras palavras, era candidato devidamente autorizado através do documento oficial a conduzir toda e qualquer motocicleta, fosse de que cilindrada fosse. A partir daquela altura, também se candidatava a esborrachar o nariz contra qualquer pára-brisas de viatura automóvel, ou com uma derrapagem estatelar-me chão fora e ser candidato a comprar fato novo em estabelecimento de fanqueiro no Largo de S. Paulo, em Lisboa, local onde nasceram os primeiros pronto-a-vestir em Portugal.
O espirito de aventura, o sentir a deslocação do ar, o abanar das orelhas, o peito arrefecer, passar por localidades ufanando-me daquele veículo a reluzir, era o máximo para um “puto” acabado de fazer vinte anos e, com um companheiro tão aventureiro como eu, partimos para Badajoz com uns míseros “tustos” para assistir à Feira do S. João, naquela pequena cidade espanhola (naquela época era uma cidade ainda marcada pela devastação da guerra civil). A cidade estava com ar festivo e foi aí que pela primeira vez comi um “cachorro” quente, provei um “pincho” e me vi sem dinheiro para comprar a gasolina que me daria cobertura para o regresso.
Festa em Espanha que não tenha uma tourada, ainda hoje não pode ser considerada como festa, e povoação que se atreva a organizar qualquer evento que não meta um par de bandarilhas e um nome sonante de toureiro da actualidade, é festa predestinada ao fracasso.
Nomes grandes do toureiro mundial eram Diamantino Vizeu e Manuel dos Santos. Este iria actuar na já velha praça de touros de Badajoz, de tão má memória para os combatentes da guerra civil, pois milhares de adversários de Franco foram metidos à força naquela praça e massacrados a tiro, pelas metralhadoras do ditador/tirano. O mesmo acontecera a quem se refugiou na Catedral, segundo os relatos de então.
O Zé e o seu amigo tinham bilhete para assistir à festa taurina, tendo sido adquiridos por uma minha amiga “espanhuela”, com dinheiro enviado pelo correio dentro de um simples envelope. Quando entramos na praça, já a mesma estava cheia e lá conseguimos arranjar dois lugarzitos em pé na última bancada, com a cabeça junto ao algeroz, todo partido, e às duas filas de telhas mouriscas que circundavam toda a praça.
Entre uns olés e uns olás, o tempo começou a ficar escuro, a ameaçar chuva, e quando Manuel dos Santos meteu a espada no cachaço (?) do animal e se preparava para receber os aplausos de mais aquele triunfo da sua vida taurina, um dilúvio caiu sobre Badajoz. Que tromba de água, meu Deus! No sítio onde estávamos, o povo comprimia-se e não se mexia, não dando qualquer oportunidade de nos podermos retirar. Ao algeroz que estava sobre a minha cabeça, faltava-lhe o tubo de continuidade e portanto toda a água que para ele era conduzida era despejada sobre a mim. Não havia maneira de nos safarmos, a água batia-me na cabeça, corria-me em golfadas enormes pelo pescoço, entrava sobre a roupa, descia o corpo e depois ia direitinha para o chão da bancada, após escorrer pelas minhas duas pernas abaixo e me encher os sapatos. Naquela altura, senti-me um algeroz humano.
Foi a primeira e única vez que vi uma tourada em Espanha e também foi a única vez que tomei um duche com água destilada.
Horas depois, falávamos e meditávamos como íamos desenrascar a situação de falta de dinheiro, mas creiam, queridos amigos, quando temos fé e sorte há sempre uma coisa a salvar um homem.
Por casualidade encontramos um amigo do meu pai, que também tinha ido ver a tourada. Pedi-lhe dinheiro emprestado e momentos depois estávamos com “cem palhaços” na mão e o percurso deixou de ser aquele directo, que estava destinado. Foi nessa altura e por isso que conheci Olivença e também, em vez de comer uma sopinha, saltámos aos campos, colhemos dois melões e nos “empaturrámos” com eles.
Saudades desses tempos? Claro que sim. Quem os não tem?
..

73 comentários:

Silvana Nunes .'. disse...

nem me fala... eu tenho horror a touradas. Nossa !

Paula Raposo disse...

Esse foi o tempo das saudades, sem dúvida!
Eh eh tu e as tuas histórias!
Bom ano, menino.
Beijos.

Mexicano Tarado disse...

Claro, melhores touradas que as espanholas, só as do México.

Caramba! Cada vez mais me convenço que devia ter vindo ao mundo mais cedo.

Pelo que contas, nesse tempo é que um "gaijo" se divertia à brava!

Bem ano

Zé do Cão disse...

Silvana

Gosto de ver somente '/2 tourada. Não tenho pachorra para ver o resto.
Quando da 2ª que vi, na Moita do Ribatejo. um moço de forcados foi "varado" pelo corno do boi. Finou-se ali mesmo.
Impressionou-me... E touradas à antiga portuguesa com coches e tudo, então é que nem passo ao lado.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Paula Raposo.
O bom que as minhas historias têm é que são todas autenticas, e passei por elas. Ás vezes troca as terras e os nomes de outros protagonistas, para não se aborrecerem comigo.
E ainda ficam por contar aquelas que...Como sou um menino ajuizado, trato de me portar bem, porque os meus visitantes bem o merecem.

Jinhos

Zé do Cão disse...

Mexicano.

Era só um encontro em devido tempo e tinhas companhia. É que eu, quando novo, gostava de me juntar aos mais velhos e agora que arrasto os pés, sinto prazer em falar com os mais novos.

Um abraço, pá
Ohla que já fui a Acapulco, a um casamento e foi de lá que veio o meu conto "O preservativo" . O seu actor principal, finou-se aí à dois meses, era grande amigo.

Teté disse...

Com pouco dinheiro no bolso e o divertimento foi ir ver uma tourada?! Má escolha! (digo eu, que odeio touradas...:))

Mas essa de ser transformado de espectador em algeroz humano tem piada! E como não há azares todos os dias, lá estava o amigo do pai, para não ficarem apeados em terras de nuestros hermanos... :D

Beijocas!

Rei da Lã disse...

Só gosto de tourada quando os toiros espetam os cornos nesses ranhosos a quem chamam toureiros!

Pascoalita disse...

A sensação que tenho cada vez que leio uma das tuas histórias é que podia estar meses a ouvir-te e nunca mais acabava o reportório eheheh

Depois, não sei bem porquê associo-te ao meu padrinho que tal como tu, parecia ter uma costela espanhola e era danadinho para a paródia eheheh

Decorreram apenas algumas décadas e além disso, és daquele tipo de pessoas que se mantém eternamente jovem, mas mesmo assim, comparando os 2 mundos, suponho que te sintas privilegiado por teres vivido a tua juventude em época tão diferente dos dias de hoje.
Não consigo imaginar que mudanças se operarão em idêntico período, se o mundo continuar a evoluir ao mesmo ritmo.

Um beijo

Pascoalita disse...

Ah! Esqueci de dizer que não gosto de touradas. A única parte do espectáculo que suporto ver são as pegas e se por acaso ligo a TV e perco uns minutos a olhar a cena, não consigo controlar-me e começo logo a a torcer a pelo touro ahahah

Olha que nesse tempo não era qualquer um que se aventurava a fazer percursos desses. A maioria dos portugueses da minha idade e um pouco mais velhos, nunca sairam do pais. Alguns conhecem apenas o local onde nasceram. Ganda aventureiro, este Zé ...

Zé do Cão disse...

Quando se é jovem, movem-se montanhas para ver nem que seja uma formiga a correr no carreirinho. Naquela época coitado dos espanhóis, estavam na miséria, a peseta era a $30, (belos tempos), os seus sapatos eram de pano e corda por baixo, os poucos carros que haviam eram o Seat 600 e motos era grande novidade. Como não gostas de touradas na te apercebes. Mas o cartaz que apresento é mesmo do Manuel dos Santos, tive esse cuidado.

Jinhos, querida amiga

Zé do Cão disse...

Rei, afinal logo na 2ª e que foi na Moita do Ribatejo (que raio e nome, se é Riba-tejo, porque está abaixo- tejo?)acho que agora se chama somente Moita, um moço de forcados morreu na praça depois de numa pega
ser apanhado com uma cornada do bicho.

abraço

Zé do Cão disse...

Pascoalita. Eu era o autentico sossego em pessoa. Ficava sempre quietinho a «ver a banda a passar».

A maioria dos meus amigos, nasceram e morreram e foram ao jardim Zoo a Lisboa, uma vez. Afinal depois da sola batida, para que me serviu correr e conhecer mundo. Tal como eles, vou estendido e de olhos fechados...
Agora que era diferente, lá isso era.
Acho que até o sol brilhava muito mais.

biquinhos

São disse...

Gosto de touradas!
Aprecio a coragem e a arte do toureio a pé, muito particularmente.
Abisma-me a valentia dos forcados.

Abomino as bandarilhas.
Odeio os picadores!
Lamento a adulteração do sentido da tourada!

Irrita-me a hipocrisia de quem defende os touros, mas não diz uma só palavra acerca dos cavalos encurralados entre as esporas co cavaleiro e os chifres do touro!!

Um bom ano para ti e para os teus, Zézinho.

Zé do Cão disse...

São
Nem os peixinhos, que antes de morrem dão fartos pulos pela falta de água que lhes daria a vida.
Que coisa mais bela é ver um gamo a saltar uma vedação, quando corre livremente indefeso pelos campos fora e um caçador, acoitado com a sua arma de mira telescópica lhe dá um tiro, que muitas vezes nem é mortal e fica a sofrer, até lhe darem o tiro de misericórdia.
Bj.

Parisiense disse...

A historia é bela e os tempos também o eram...qualquer coisa nos deixava feliz, alegres, satisfeitos.

Quanto ás touradas, detesto.

Mas gostei dessa vossa vadiagem:)

Beijokitas

Mariazita disse...

Diz-me uma coisa, meu querido Zé:
Depois desse banho de água destilada não te sentiste "energizado"? Eu explico:
Quando eu era pequenita vivíamos numa quinta onde não havia electricidade. A iluminação era feita com "pedromarques". O meu Pai tinha um rádio que funcionava a bateria - parecia a bateria dos carros actuais.
Quando chovia o meu Pai colocava um alguidar grande, de barro vidrado, para aparar a água (água destilada, de graça...), que era para a bateria. Não sei como ele a utilizava, mas sei que lhe fornecia energia... Foi só por isso que perguntei se também tinhas ficado com energia.
Mas nem precisava perguntar, já vi que sim, tanta que chegou para ir "palmar" uns melões em Olivença...

Gostei muito da tua história, que li com um sorriso nos lábios.

Um 2010 com muita inspiração para continuares a deliciares-nos com as tuas memórias.~

Beijocas amigas
Mariazita

Maria Flor disse...

Zé!

Amigo querido,

Que este ano novo venha recheado de coisas muito boas para você e toda a sua família!!!!

Tudo de muito bom!!!

Quanto ao texto, touradas não são do meu gosto... mas o texto está brilhante, ou melhor, um primor!

beijocas, Flor.

Maria Flor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Flor disse...

Zé!

Amigo querido,

Que este ano novo venha recheado de coisas muito boas para você e toda a sua família!!!!

Tudo de muito bom!!!

Quanto ao texto, touradas não são do meu gosto... mas o texto está brilhante, ou melhor, um primor!

beijocas, Flor.

Zé do Cão disse...

Parisiense

A historia é mais uma da minha vida.
Há continuação das touradas que ainda ninguém contou, mas que em Espanha todos vivem.
É que quando o boi é forte, bravo e investe da maneira que gostam e a tourada foi um êxito, no dia seguinte forma-se bicha à porta do talho, que arrematou o "defunto (boi)" para comprarem a carne para a refeição, que custará mais cara do que o normal.

Bj

Zé do Cão disse...

Mariazita.
E no outro dia foi logo a correr pagar os 100$00 ao Cortegaça, não fosse ele contar ao meu pai.
Tinha feito um choradinho à mãe Julia que como sempre se encostava e depois ouvi o meu pai ralhar na mesma, porque o Cortegaça tinha sido "alcofa".

Bj.

Zé do Cão disse...

Maria Flor
Ora aqui está menininha linda, que vive em Olinda, por quem tenho uma simpatia muito especial, que me veio visitar , desejar um Bom Ano Novo e dizer que não gosta de touradas.
Infelizmente, Minha Flor, há cada todos os dias há touradas e digo-te que é cada uma de se lhe tirar o chapéu.
Bj.

Kim disse...

Contaste muito bem a "estória" já que dos bois não reza a histórias.
São estes acontecimentos que enriquecem as nossas memórias.
Acho que eras o compincha ideal para os meus deaveios mundanos.
Ainda um dia destes vamos fazer um post a duas mãos.
Abraço amigo. Já tenho saudades tuas.

Zé do Cão disse...

Kim

ás vezes leio nos jornais anúncios de massagens a 4 mãos. Não achas que é mãos a mais.
modernices é o que são.

Um abraço

Osvaldo disse...

Amigo Zé;

héhéhéhé, que bela história!...

Chamar-lhe-ia, "Crónica de uma tarde de Chuva", que terimou com um "paturranço" de melões em terras Olivençais de Portugal.

Adori ler este tema e é por isso que eu sempre digo;... adoro a palavra SAUDADE. Porquê,... por estas coisas.

Um abraço, Zé
Osvaldo

Zé do Cão disse...

Osvaldo

Palavra que também tenho saudades dos melões das touradas e de quem me comprou os bilhetes, ainda tenho mais.

Um abraço.
Já tenho também saudades de comer um arroz de carqueija, aí no D. Zeferino. (Se ainda existir)
Um abraço

Laura disse...

Ó Zezito, apre, se levasses o gel de banho ja na precisavas da banheira nem do chuveiro, metias-te em cada uma, minha nossa, olha pra ti e ficaste ali até ao fim do banho, sem poder sair, só tu, só tu...e a sorte é amiga, olha os cem palhaços, alto lá, ceme scudos? e que fizeste com eles? xi, chegou para alguma coisa? ahhh, o que me ri do banho forçado..laura envia beijinho e abraço apertadinho..

Zé do Cão disse...

Laurinha

Naquela época 100 palhaços eram muito mais do que mil escudos.
Vê só que agora, esses mesmo 100 escudos não passam de míseros 50 centimos.
Já nem um "pedincha os quer" .

Tudo muda e até a Praça de Touros já foi demolida em substituição de outra novinha feita em "ormigon"

Beijoquitas

kuka disse...

E cem palhaços, nesse tempo eram 200 pesetas.

Milu disse...

Olá Zé!
Já antes tinha vindo aqui e por falta de tempo não comentei mas fiquei-me a rir. As coisas que te aconteceram. Contaste tão bem a parte da chuvada que quase te imaginei a tomares duche! :D

Tinha quinze anos quando fui a uma feira dessas em Badajoz, era tudo uma tão grande novidade para mim, tudo observava na ânsia de me aperceber das diferenças que podem existir entre os povos e a sua cultura. E e a minha amiga pernoitamos numa residencial e tivemos tanto azar que nessa noite desapareceu da casa de banho uma escova de cabelo. Como éramos as únicas mulheres fomos logo acusadas. Foi o fim do mundo, a dona da residencial queria à viva força que lhe devolvêssemos a escova. Afinal, quem é que quer uma escova que sabe lá Deus em que cabeças passeou?

Tens tanta sorte que apesar de te encontrares longe de casa foste logo desencantar um amigo do teu pai!
Um beijinho.

Zé do Cão disse...

Milu
Também comentei com o meu amigo essa sorte.
E até falamos que se ele contasse ao "Sr. António" essa sorte poderia transformar-se em má sorte. Era capaz de me dar algum "tabéfe"... Afinal soube mesmo em cima do hora e nem me falou nisso. A mãe Julia é que, subtilmente disse-me que eu tinha ido passear e ser calhar não tinha dinheiro, dando-me 100 escudos.
Foram logo direitinhos para a mão do Cortegaça ( o amigo).
Mãe é mãe e pai é pai... E eu tinha-os do melhor que havia.
Então recordas a calle S. Juan, que começava mesmo ao lado da Catedral e onde não passava carros, era a fina flor de Badajoz.
E a Alba, onde tudo o "parôlo" portuga ia comprar caramelos e Pedro Domeca. O dono dessa casa, gastava o dinheiro que ganhava no comercio que fazia com os nossos conterranêos, no Casino Estoril...

Beijokitas

Zé do Cão disse...

Kuka

Com 100 "palhaços" faziamos um vistoço.
Olha, nem sei como acabou a historia da moça que me comprou os bilhetes...
Passou à historia, sem fazer historia.

Vidas, amigo Vidas...
Um abraço

São disse...

Eu não sei se fui clara: quando afirmo gostar de touradas, é ao modelo primitivo das mesmas que me refiro...e que , ainda hoje, se pratica.

Claro que sou contra a morte dos touros. No entanto, parece-me ser mais misericordiosa para o animal ( como se pratica em Espanha) do que esta crueldade terrível de deixar o animal vivo, com feridas muito dolorosas (modelo português).

Um domingo bom e sem estares assim com tanto frio como eu, rrs

São disse...

Eu não sei se fui clara: quando afirmo gostar de touradas, é ao modelo primitivo das mesmas que me refiro...e que , ainda hoje, se pratica.

Claro que sou contra a morte dos touros. No entanto, parece-me ser mais misericordiosa para o animal ( como se pratica em Espanha) do que esta crueldade terrível de deixar o animal vivo, com feridas muito dolorosas (modelo português).

Um domingo bom e sem estares assim com tanto frio como eu, rrs

São disse...

A minha vontade de clareza não era tanta que me obrigasse a duplicados, rrss

Foi involuntário, peço desculpa.

Mais um abraço, amigo

Cusca Endiabrada disse...

Meu grande amigo Zé do canito,

Como é isso? Uma "massagem a 4 mãos" também é boa pra prevenir ou tratar a gripe?

É que nesta época do ano, sobretudo quando as gripes atacam, ouve-se falar muito num tratamento que segundo dizem, consiste numa "esfrega 4 joelhos" ou num "encosto de peito de mulher" (creio que este corativo destina-se mais a curar enfermidades masculinas ihihihi) Dizem que qualquer um destes tratamentos é "tiro e queda"!!!

Como toda a "erva ruim", não há mal que me meta medo, mas o meu avô dizia que "saber não ocupa lugar" e eu gosto muito de aprender ...

Eh pá! naquele tempo, "100 palhaços" ainda mdevem ter dado para muitas palhaçadas ihihih

dentadinha

Zé do Cão disse...

São
O frio, ás vezes bloqueia-nos.
A minha opinião é que as touradas em Espanha, são mais crueis. Quando o Touro entra na praça é picado e repicado até à exaustão pelo "picador", que de cima do seu cavalo, este bem entrapado, pica, pica sem cessar.
bj

Zé do Cão disse...

cusca

Tu estás muito descarada. Não tens vergonha deste tipo de fraseado?

Biquinhos

Maria disse...

Caro Zé
Atrasada, mas cheguei. É que não tenho carta de coisa nenhuma, nem de trotinette.
Lembráste-me uma tourada a que o meu pai foi a Badajoz, mais ou menos por esse tempo, de uma boneca que me trouxe e do Manel. O meu Manel, que conheci barbeiro, estudante da Escola Comercial de Tomar e aluno do Patricio Cecilio, na Golegã, ali ao pé de Tomar. No dia em que ele morreu, chorei muito. Chorei, aquele mocito, já conhecido, que me dava rebuçados e me metia medo com umas luvas forradas de lã de ovelha. Era um rapaz bonito, simpático, sem peneiras.
Boa aventura para recordar, Zé.
Como era diferente a vida!
Beijinhos
Maria

Joaquim Angelo disse...

Naquela época o zé do cão já tinha a facilidade de andar numa mota com aquela cilindrada...Não era luxo para todos os jovens da época.Simplesmente só alguns eram bafejados com essa sorte.

Oliver Pickwick disse...

Zé, este realmente é dos bons tempos, quando ainda se usava recorte secreto na costura dos bolsos. Hoje, por mais secreto que seja o recorte, somos sempre roubados pelos políticos.
Nunca tive motocicleta, lá em casa os meus pais o consideravam um veículo de alto risco. Mas, imagino a emoção de pilotar uma dessas, especialmente nos primeiros dias após a aquisição.
Outra história repleta de coisas boas.
Um abraço!

Zé do Cão disse...

Oliver. É mais emotivo de conduzir um descapotável. Também tive e só foram 9, por vezes evidentemente.
Alguns, dois CV da Citroen, mas que não deixavam de ser descapotáveis.
Sobre o bolso das calças, agora andamos sempre "tesos"
Um abraço

Laura disse...

adoro descapotáveis, mas mais em Angola, aqui faz frio, vento e chove demais, ah, até cai neve...beijinhos, citroen, o meu carro preferido, tenho om C5 beijinhos da moça de Braga, laura

Zé do Cão disse...

Laurinha

De Braga, carago?
Há muitos, muitos dias de primavera e verão que se pode usar o descapotável, e que dá um gozo tremendo.
Além de que, o 2CV, se pode aproveitar par transportar um escadote, vais para a Praia do Meco
e se está vento, fechas os vidros e apanhas um banho de sol de se lhe tirar o chapéu.
Um dos 2cv que tive tinha a capota tão rota, tão rota (mesmo aos bocados) que nem sabes o prazer que me dava, de noite ou de dia, parar junto ao uma miúda jeitosa levantar-me e oferecer-lhe uma voltinha no descapotável. Umas ficavam aborrecidas, outras ao ver o "bolinhas" que mais parecia um chapéu de um pobre, depois de passar por ele umas tantas cestas de vime, cheias com 40 Kg de uvas a caminho do lagar, desatavam a rir e seguiam o seu caminho. Eu até podia lambuzar o traste de carro, com mel de abelhas que elas nem assim iam dar a tal voltinha oferecida.

Minha amiguinha, bj

São disse...

Pois, foi mesmo por isso que eu disse odiar os picadores.

Aliás, se tivesse a tua capacidade de contar , atrever-me-ia a relatar a cena que protagonizei na Moita do Ribatejo...

Um beijinho.

Dri Viaro disse...

Oi, passei pra conhecer o blog e desejar bom dia
bjss

aguardo sua visita :)

Zé do Cão disse...

são
Adorava saber.
Por sinal na Moita do Ribatejo, na praça, vi uma cena ao contrário. Um moço de forcados ser espetado pelo chifre do boi, tento morte imediata.
Fiquei impressionado...

Laura disse...

Oh, zezito, e logo tu que eras um sortudo com a smuiés, desde sempre...eram duas de cada vez, ora veja-se as sabrinas de xadrês, ai, ai ai, rapaz, qual quê, se ainda és um lindo homem, acredita que sim, jesus, como serias em novo, tão lindo, lindo, lindo, elas só olhavam para ti, não para o descapotável de capotinha rota ehhhhhh...e tens razão quando fizer vento na praia, metes-te lá dentro e o vento? vai embora, ora pois..beijinho ternurento, a ti..laura

Zé do Cão disse...

Bj, querida amiga.

Zé do Cão disse...

Dri Viaro

Pois quem vier por bem é sempre bem recebido/a.
A porta do casa está sempre aberta.
E será sempre bem-vinda.

Mariazita disse...

A expectativa está para terminar em breve, amigo meu.
São mais três ou quatro capítulos, e acaba-se-lhe com a raça :)))

Uma semana feliz, com pouco frio e algum sol, já agora...

Beijocas
Mariazita

Zé do Cão disse...

Mariazita
E acaba-se com a raça?
Mas eu achei encantadora a historia.
E mais, sendo verídica tem para mim uma importância redobrada.
Beijocas

Pascoalita disse...

De passagem, para dizer um hello e deixar um bjito ...

xiiiiii cai água que Deus a dá e vocês aqui falando em "descaputáveis"? eheheh

SILÊNCIO CULPADO disse...



Realmente eram outros tempos. As pessoas prestavam mais atenção aos acontecimentos. As emoções estavam em estado mais puro prontas a eclodir a qualquer estímulo.
Essa odisseia da ida às touradas foi demais. Sobretudo o algeroz partido com água a entornar sobre a tua cabeça.
Abraço

Mariazita disse...

Bj ??? Assim, sem mais palavra???
Foi esquecimento ou intencional?
Se foi intencional :), pois então... bj para ti também!
rsssssssss

Beijocas
Mariazita

Laura disse...

Olá zezito, queres recordar as primeiras namoraditas? ora vai ao resteas dar duas de treta..um abraço apertadinho, laura

Zé do Cão disse...

Maria.

Acho que estou a ficar senil.
Ando em baixo e quando venho meto os pés pelas mãos e sai tudo como não quero.
Perdoa não ter dito nada.

jinhos

Zé do Cão disse...

Angelo

Era um luxo era. Também não havia tantos automóveis e andávamos mais à vontade.
Um abraço, beirão.

Zé do Cão disse...

Oliwer

Isso, isso , o bolso agora anda sempre vazia.

Por aqui os políticos usam muito calça nova quando discursam. (Entendes ?)
Um abraço, amigo

Zé do Cão disse...

Mariazita.

É que passei de corrida, não li nada, mas apeteceu-me deixar uma beijokinha.
Tenho andado atarefado.

bj

Zé do Cão disse...

Pascoalita

desculpa-me, tenho andado numa azáfama.

bj.

Zé do Cão disse...

Silencio.

Eram outros tempos, era. Tomávamos banho num alguidar de zinco com fundo de madeira.

de Algeróz foi a primeira e única vez.
Mas era giro, muito giro. E podiamos andar à vontade que não éramos assaltados.

jinhos

Carol Bonando disse...

Ola, passando pela primeira vez para conhecer. Não gosto de touradas!!!
PAssa no meu blog, tenho contos e agora um curta metragem fresquinho.
Abraço

Dri Viaro disse...

Boa tarde, chegou fim de semana!!

Por isso lhe desejo que vc fique com os seus, e aproveite totalmente estes 2 dias de folga.

bjssss

Zé do Cão disse...

Carol

em vinda ao meu mundo virtual.

Não gosta das touradas que os políticos fazem ou das que eu conto?


jinho

Zé do Cão disse...

Dr.

Você está cheia de força.

Ficar em casa com a família, claro com o frio que está e a chuva que tem caído quem se atreve a sair.

Jinho

Mariazita disse...

Que continues a "estrebuchar", querido amigo.
Bom fim de semana.

Beijocas muito amigas
Mariazita

Zé do Cão disse...

mariazita


bom fim de semana

bj.

Bichodeconta disse...

Zé do Canito...
Em rapel cheguei aqui num ápice.Muito ri da tua história e da beleza com que nos é oferecida..Tenho uma cassete com as touradas nos Açores, Ilha terceira, onde o animal está preso a um corda.Já há tempo que não a vejo, mas é risota certa sempre que isso acontece.O bicho até pró mar foi atrás das pessoas, é demais..Estou á espera que apareças com o moscatel pro se´~ao, vou espreitar na janela se a Laurinha já está por lá.Beijinho, Ell

Zé do Cão disse...

Os BICHINHOS DE CONTA são assim aparecem e desenrolam por todo o lado.
Por todo o lado.
jnhos

Pascoalita disse...

Passando para deixar um bjito e votos de uma boa semana ... já agora, se puder ser sem chuva, melhor eheh

Zé do Cão disse...

pascoalita

Boa amiga, és um amor