1.9.09

Fim-de-semana na Serra da Estrela


Foto tirada da net

O nosso país era comandado pelo general Ramalho Eanes (patente que lhe foi atribuída propositadamente para ocupar o cargo), natural de Alcains, terra que como todos sabem fica no sopé da Serra da Estrela. Num fim-de-semana, acompanhado do nosso cachorrinho ainda bebé, resolvemos ir ao local mais alto de Portugal. O “brinquedo”, que por sinal os meus visitantes já conheceram na fase adulta, através do meu conto de 22 /09/08 denominado “O meu cão fiore”, mordia tudo quanto lhe aparecia pela frente. Na noite de Sábado para Domingo, em Alcains procurámos alojamento na estalagem e ficámos a saber que naquela unidade hoteleira era interdita a permanência de cães. O céu caiu-nos em cima, era tarde e optei por falar ao coração do empregado, dizendo que o cachorrito era muito dócil, não ladrava, era muito educado e até sabia fazer as contas conjuntas do abono de família com os subsídios escolares (ainda não havia a Universidade Independente, nem o computador Magalhães), um autêntico prodígio e portanto não iria incomodar ninguém. Consegui demover o moço e ultrapassar a rigidez dos regulamentos. Foi ele quem nos arranjou um cabaz transformado em alcofa/cama, de modo a que os outros hóspedes não dessem pela marosca. Ao dirigir-nos para o quarto, passando pela sala de jantar, a “criança” deu pelo cheiro de comida e aprontou-se imediatamente para saltar cá para fora. Foi o Diabo! Lá o tapámos, lutando contra a sua insistência, metemo-lo na casa de banho, lavámos as mãos, fechámos as luzes e fomos jantar. Pelo corredor ouvimos o seu “choro”, jantámos carne e metemos uns bocados embrulhados num guardanapo para a sua refeição.
O seu rabinho abanou de felicidade ao ver-nos e lambeu-se ao comer com sofreguidão… Colocámos um jornal no chão para a hipótese mais do que provável de querer fazer as suas necessidades fisiológicas.
Dormimos tranquilos. O “bicho” portou-se bem. Mas pela manhã, quando entrei na casa de banho meti as mãos à cabeça. A tampa da sanita, que era de madeira, tinha-se atirado a ela com unhas e dentes, do piassaba pouco restava e uma das paredes que era forrada a papel encontrava-se em mísero estado. O pequeno-almoço foi tomado em desassossego. O “Fiore” tinha mostrado a sua raça. Na recepção denunciei os seus crimes, mas o empregado, com um sorriso nos lábios mandou-nos embora, sem ter ido observar os estragos. Acho que fez mal…
Partimos para Seia e subimos ao Sabugueiro. Na casa de uma pastora comprei um queijo, que ainda estava na cura colocado numa tábua por cima da chaminé. Quis comprar pão e vinho para, em plena serra, fazer o papel de Marcelino. Pão não havia, mas a senhora que nos vendeu o queijo foi simpática. Pegou numa garrafa vazia e mandou o filho comprar o precioso líquido. Oferecendo-nos... Em todo o lado há gente simpática, gente boa, gente simples, humilde que sente prazer em fazer bem.
Em plena serra, já tarde, mas a servir de almoço, lançámo-nos ao queijo, mesmo sem pão, e dei uma golada pela garrafa.
Os “tintins” caíram-me ao chão. A garrafa tinha servido a aniz e dentro dela ainda tinha a árvore com o açúcar… Era impossível beber aquela mistela e continuar a mastigar só queijo e até o “Fiore” desistiu!
Barrigada de fome para mais tarde recordar. Tivesse tudo corrido normalmente e não estaria eu agora a contar estas aventuras.
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51 comentários:

Susana disse...

Olá Zé do Cão! Parece que sou a primeira...

Olha a história que nos contas do teu caozinho é muito querida. Mas o que gostei mais foi do relato do passeio pela Serra da Estrela. Em Maio estive no Sabugueiro e almocei num restaurante belíssmo, com vista para o rio que lá passa. Por acaso não passaste pela Aldeia da Cabeça? É lá perto. Pois eu também não conheço mas estou desejosa por lá ir em Setembro para entregar o prémio de melhor texto de Julho ao nosso amigo José Pinto. Se quiseres também estás convidado a ir!

Olha tenho feito camapanha por ti...para ver se os teus amigos vão lá votar...até 8 de Setembro tudo pode acontecer!

Abraço Susana

Susana disse...

Para quem não sabe: o nosso amigo Zé do Cão está a participar na aldeia da minha vida com o texto
"Festa liturgica em Arrentela"

http://aldeiadaminhavida.blogspot.com/2009/08/festa-liturgica-em-arrentela.html

Se gsotarem do texto dele, votem nele, para ganhar um jantar no melhor Restaurante de Trancoso: Área Benta.

Conto convosco até 8 de Setembro.

Zé do Cão disse...

Susana
Todo o Portugal é lindo. E quando está pintado com a cor que os nossos olhos lhe dá, digo-te que passa a ser celestial.
Certa vez... Eu e mais um grupo de amigos (17) éramos tantos que sem sitio para pernoitar, fomos parar e dormir...Faz lá ideia, onde?
Nem mais nem menos que ao Sanatório da Covilhã. Agora imagina a aflição da família que lhes telefonei e disso. Boa noite, está um tempo terrível, estamos todos mais ou menos, «internados» no Sanatório da Covilhã...

Beijocas

Zé do Cão disse...

Susana

Não te metas em trabalhos. Apenas estás a querer ser simpática com o Zé, quando na realidade sabes bem que o meu texto, aliás todos os textos que faço, não sei mais merecedores (isto em relação ao prémio - Almoço em Trancoso -) do que a classificação de apenas lavar a loiça do referido almoço. Antigamente através da rádio, havia concursos de o melhor cantor/a do ano, através de votos inseridos em revistas que tratavam de assuntos core de Rosa. (como se houvessem assuntos core de Rosa).
Nessas alturas as revistas esgotavam...Vinha-se a saber depois que os vencedores compravam
milhares de revistas para votarem neles próprios. Não quero nem desejo estar nessa posição, olha que almoço ficava-me atravessado na garganta e nem ia para baixo.
Todavia, compreendo perfeitamente bem a tua simpatia e por isso merecedores tu o meu prémio de o
"Beijo Mais Simpático de Uma Visitante ao Canto do Zé."

Aqui vai ele, levado pelo vento por montes e vales, a caminho de Vizeu. (Oxalá que pelo caminho não encontre o virús dos suínos).
ahahah...

Maria disse...

Zé:
Grande aventura! Estes canitos são levados da breca.
O teu deu cabo da casa de banho. O meu dá-me cabo do juízo porque tem a mania que ele é o dono e nós só cá estamos para o servir.
Belo passeio, Zé! A serra é linda em qualquer altura.
Já fui à Arrentela votar. Isto é que tens uma campanha eleitoral bem montada! E sem palavrinhas mentirosas, sem beijinhos e outras coisas inerentes às eleições.
Beijinho

Zé do Cão disse...

Maria.
Espero que não ter muitos votos e outra maneira terei que oferecer muitos electrodomésticos.ahahah...
E há canitos, que quando a comida não está a horas começam logo a rosnar e a mostrar os dentes, explicando melhor, assim como os gajos da EDP e Galgás. E o pior é que mesmo com as facturas pagas, rosnam e mostram a dentuça na mesma.
Beijoquinhas

Susana disse...

Não sejas tão modesto!! Achas que o teu texto não vale uma boa refeição?

De qualquer modo aceito o teu beijo, que já chegou a Viseu,isento de virus, é claro...

Outro para ti!
Susana

Zé do Cão disse...

Susana

és uma querida. Acho mesmo que não.


bj.

Laura disse...

Ai jasus, o cnaito roeu a tampa da sanita? e a vassourinah de piassaba foi à vida, ó minha mãezinha, isso de levar cachorro de férias, é tramado...ahhh adoro aniz mas é aquele antigo da garrafa branca, cpm o aniz no fundo, ah, coisinha boa, por esse ainda perco a cabeça num copito pequenino..e deram-te vinho metido naquilo? sempre passava a ser vinho do porto aldrabado, ehhhhhhh, zézito, coitado, mas se tudo corresse bem, não tinhas nada para contar. Muito giro..laura.

Zé do Cão disse...

Laurinha.

Com que então gostas de uma pinguinha de anis daquelas garrafas que até têm uma árvore lá dentro com açúcar?
Pois foi mesmo numa dessas. Ainda tentei dar um pouco ao "fiore" mas ele recusou.
No entanto, se fosse Martini não recusava.
Uma vez apanhou uma bebedeira com Martini e dormiu toda a tarde.
(é mesmo verdade).
Bj

Milu disse...

Ó Zé até me fizeste apanhar um choque! Então aquele que devia fazer as honras estava intragável? Lá o facto de não haver pão ainda vá, embora me custasse comer o conduto sem pão. É uma reminiscência do passado, eu que tanto ouvi ralhar a minha mãe, por não fazer render o conduto. Achava ela que a barriga deve ser cheia de pão e o conduto parco. Agora ficar sem vinho é que não, é que este é meio sustento!
Um beijinho.

Zé do Cão disse...

Milu

E lá dizia o Salazar. Beber vinho era dar de comer a meio milhão de portugueses.
Milu, agora por conduto... recordas da sopa de hortaliça e feijão, com um naco de toucinho, que no final era esmagado pelo mão a servir de conduto?
Dias, semanas, meses a fio era a comida dos trabalhadores da quinta do pai do Zé e quando em quando na nossa casa, imitávamos o petisco. E digo que petisco, bem saboreado com tinto directamente do tonel, daqueles que levavam milhares de litros e que um homem passeava lá dentro em pé? E um naco do referido,metido num espeto e assado na brasa a molhar o pão?
Tive de puxar do lenço para limpar a baba que me escorre...

Beijocas

mariabesuga disse...

Olha lá que comer conduto sem pão tá tudo bem que lá vai o tempo em que pão com pão era pão com conduto... agora o vinhito... atão e não era mesmo bom com o sabor adocicado da "árvore" do aniz?!...

Bom, gostei do relato das aventuras. Aliás, há muito que as venho ler mas só hoje resolvi opinar (salvo seja) até porque nem tenho a certeza se alguma vez comentei...

Um abraço Zé do Cão...

Zé do Cão disse...

Maria Besuga.

No alto da erra, junto ao Mar, quer parecer-me que és da Serra da Boa Viagem. Figueira da Foz.

Obrigado pela visita e tens sempre a porta aberta para uma pinga, nem que seja com gosto a anis.
Garanto-te que tem um sabor desagradável.

Beijocas

Laura disse...

Ah, tadinho do fiore com o martini, antes bebia de vez em quando, mas, tudo faz tão mal e, só quando o rei faz anos me lembro de uma pinguita...
Beijinhos e que nunca mais precises de beber dessas anizadas..laura.

Pascoalita disse...

Caramba! havia aqui texto novo e eu sem saber de nada?! Estou mesmo doente :(

Zé, as aventuras em que tu te metes ahahahah e o teu "Fiori" era um refeiro bem comportado, que faria se não fosse eheheh

Mas ainda bem que aconteceu assim, senão tal como dizes não havia história para contar eheheh

Bom resto de Sábado, Amigo :)*

jinho grande

mariabesuga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
mariabesuga disse...

Não Zé, não é a Serra da Boa Viagem nem é o mar da Figueira.

É numa terrinha perto de Óbidos e vivemos no ponto mais alto aqui da zona onde o vento é um desassossego por isso o "alto da serra" que não é propriamente uma serra mas donde se avistam para a direita e para a esquerda a de Montejunto e dos Candeeiros e junto ao mar que fica daqui não muito longe...

A propósito do vinhito... vai um copito do tinto então sem sabor a anis e com uma azeitonita para cortar... assim faziam os velhos lá da minha terra.

Abreijos

Milu disse...

Ó Zé!
Sopa de feijão com hortaliça! Muita, engoli muita. Era o prato do dia-a-dia lá em casa. O meu pai gostava muito de feijão, acompanhado fosse com o que fosse, como antigamente o homem da casa era tido como a trave mestra, havia que se fazer tudo de acordo com a sua vontade, logo feijões todos os dias. Vezes houve, em que vinda da escola para almoçar em casa, bastava-me tirar o testo da panela que só de olhar para o seu conteúdo ficava logo almoçada. Lá ia outra vez para escola com o estômago a reclamar. Naquela altura não havia frigorífico com fiambre, queijo, yogurtes e tantas coisas mais, como agora!...
Mas também não havia gordos na minha escola.
Quanto ao toucinho era frito e depois fazia-se com ele uma omelete, que o meu pai devorava com toda a alma. Nós os filhos nem lhe tocávamos, tínhamos nojo, por causa de uma anedota que ele nos contava. Era mais ou menos assim: Havia uma velha que um dia deu guarida durante a noite a um viajante. Em dada altura o viajante acordou com fome e foi à cozinha, onde descobriu num armário um pedaço de toucinho alto e amarelado, mas como a fome era negra comeu-o com um pedaço de pão. No dia seguinte ouviu a velha a refilar desesperada por não saber onde tinha guardado o toucinho com o qual curava as hemorróidas. Depois de termos ouvido esta anedota qual de nós, filhos, queríamos comer toucinho? Nenhum!
Um beijinho e um bom Domingo.

Kim disse...

Oh Zé, então foi nesta altura que ficaste com o cognome de Zé do Cão? Julgo que terá sido que ficaram a pensar os donos do hotel quando viram as recordações que lá ficaram.
O queijo daquela região, que é a minha, come-se muito bem sem pão e sem ... aniz!
Abraço amigo

Zé do Cão disse...

Maria Besuga

Zona muito bonita. Já almocei e jantei várias vezes no "Romeu" em Peniche. E já fiz 5 dias no "Marriott Beac - Resort" de Praia Del Rei. Maravilha, mas um bocado caróte. - Óbidos, é um dos meus fascínios... Todavia, não posso dizer que sou grande conhecedor da Zona.
Eu acho que todos os velhos tinham os mesmos gostos. Eram épocas em que pouco mais havia.Vou mais longe. E um tinto reserva especial, com um naco de toucinho assado na brasa, com molho no pão, do dito. Era pequeno, não bebia vinho, mas os trabalhadores do meu pai era o que comiam e mais a sopa de hortaliça com feijão vermelho. O
Zé chegava-se e comia com eles. Era o tempo do respeito...
Azeitonas, gosto e muito, mais das pretas durinhas, desde que não sejam curtidas com alho.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Lauirinha e Pascoalita
Desculpem-me, perdi a ordem.
Sabe-se lá, Lauirinha, o que nos propomos a beber.
Quando estivermos à rasca e nos disserem que anis com vinho tinto cura isto ou aquilo. Estou convencido que até com.... marchava.
Depois arrependia-me, não tinha ficado curado.

Bejocas

Zé do Cão disse...

Pascoalita

Pois, já não ligas aos amigos...

Mas fica a saber que o "Fiore" não era nenhum rafeiro.
era um Setter irlandês.Só não percebo a razão porque sendo Irlandês, gostava de Martini e não preferia a bebida mais famosa do Reino Unido.

Biquinhos e muitos

Zé do Cão disse...

Milu.
Pelo que contas o teu progenitor devia ser boa peça. Pelo menos divertido era ele. Espero contar a estória (acho que esta palavra sem h, não tem piléria nenhuma)do pedaço de toucinho.
Mas sopa de hortalça com feijão vermelho, há muito que não a como, mas adoro e digo-te que há quem ponha de parte as peles, tire a nata ao leite a casca à fruta.
Isso para mim, são favas contadas,marcha tudo.
Agora, já vai aparecendo por cá, toucinho alto, grande naco a 1€, compro, asso, faço torresmos, quando a carne não tem gosto e é seca, entra umas fatias fininhas do tal, e pronto, é uma delicia.
São 3,04 da manhã, vou deitar-me quando não ainda me começa a aparecer água na boca.

Beijocas

Zé do Cão disse...

Kim. Só, só o queijo custa a engolir.

Só à noite, tiramos a barriga de miséria.


Abraço

mariabesuga disse...

Olha Zé do cão essa do toucinhito fez-me crescer água na boca. De vez em quando, que não pode ser muitas vezes, vai uma falca do dito muito bem assadinho ou fritinho de qualquer das maneiras só com sal como tempero e deixando assar devagarinho e depois em cima do pão aqui feito...
Estou a engolir em seco... Isto é maldade para estas horas...
Até o meu menino que tem 8 anitos adora essas coisas...

Bom... ainda saio a comprar um naco de "toicinho" para assar para conduto do almoço...

Beijinhos

Cusca Endiabrada disse...

ihihihihih

Pois ... se fosse hoje, aposto que o hotal estaria equipado com o dito computa magalhães e a "criança" tinha passado um serão agradável a computar e a ver "gatas"

Zé do canito, olha que já ouvi muita gente queixar-se por ter de comer "pão sem conduto" mas o contrário nunca tinha visto. Se a cusca estivesse por perto, ajudava-te a papar o queijo eheheh

dentadinhas

Zé do Cão disse...

Também acho, que é uma tremenda maldade, estar a estas horas a falar em coisas tão boas.
Os Drs estão sempre a dizer, isto faz mal, aquilo faz mal. Estou fartos de os ouvir. Não tenho o direito de morrer com as glândulas gustativas a gozarem a seu belo prazer?
Estico as pernas de qualquer maneira...
Beijocas

Zé do Cão disse...

Para ti Cusquinha a única coisa que te digo é que tenho umas saudades de
almoçar contigo que nem fazes ideia.
Cá estou este fim de semana preso em casa com os doidos a darem-me cabo da cabeça.
Voltaram, voltaram...

biquinhos

Parisiense disse...

Pois eu também tenho uma cadelita que é um amor mas quando pequenita roida tudo o que era calçado...
Muita sandalinha deitei fora...ahahahah....hoje rio-me nmas na altura não achava piada nenhuma.

Aí esse queijinho que ia agora mesmo a calhar.....depressa ia ali arranjar uma garrafita...

Beijokitas

Zé do Cão disse...

E até debaixo da Torre Eifel, se comia, não era.
Saudades de Paris? Acredito, quem as não tem?

Beijocas

Cusca Endiabrada disse...

Olha, olha ...

E quem disse que é "perda de tempo" o convívio com o Zé do canito?

O meu avô sempre dizia que cada minuto de aprendizagem com os mais velhos se traduz em anos de saber que nos pode ser muito útil na nossa vidinha!

Portanto, tirando o arreganhar de dente do canito que até jã nem amedronta ninguém, tudo é lucro.

sentadinhas

Zé do Cão disse...

Cusca.
Especialmnte quando os mais velhos, são mesmo velhos e caducos, desmomoriados, mijões e afins, podes ter a certeza que não se aprende nada, mesmo nada. Aprender sempre se aprende, ficamos a saber que as coisas não são só cor de rosa e que o nosso fim de vida não é nada risonho.

biquinhos

Laura disse...

Viva, zezito, um bom acordar, e que o dia te sorria, que dê para saires por aí, e a cabeça arejar...mas, desconfio que não tens muito tempo, agora! Deixa lá, melhores dias virão.

Toucinhos à noite? fazem mal, o menino devia comer umas sopas de trigo com leite morno, para ajudar a adormecer...
Beijinho da laura.

Zé do Cão disse...

Lauirinha, Estás a fazer de mim, um velhote caquético, sem dentes, tremulo, com dor mo lombar, a fazer xixi na fralda e a gaguejar?

Ora, ora lá chegarei, mas ainda não é por agora.

Beijocas

São disse...

Oh, meu amigo, e os "tintins" onde vestão agora?! rrrssss espero que tenham voltado ao seu devido lugar rrsss

Quanto a aventuras com cães também tenho uma com a minha cadela dálmata num restaurante em Monchique (Algarve).

Beijinhos.

Zé do Cão disse...

São. Venha lá essa historia. Então conto eu esta.
O meu pai, um dia ofereceu-me um Dalmata, que tinha particularidade de ser extremamente obediente. Ficava quieto o dia sobre dia, lá no alto no 1ºo andar, junto ao 1º degrau das escadas, de quem vinha para baixo. Fazia-lhe sempre uma festa, nem se mexia. Um dia a empregado, não sabe como arranjou aquilo, deu-lhe com o cabo da vassoura sem querer. O certo é que ele veio a ganir e aos rebolões pela escada abaixo. A empregado aflita, pegou outra vez na vassoura, numa pá do lixo, varreu os cacos todos para a pá e deitou tudo fora para o lixo. E foi assim que perdi o meu Dalmata de estimação, comprado na feira da Grande Nação Caramela (Pinhal Novo) Não comia e muito limpo, também não fazia.

Beijocas

Pascoalita disse...

Repito aqui á resposta ao teu comentário no meu Blogue.
.................

Ó nino Zé,

Mas tu estiveste à espera de quê para concorrer? Agora já é tarde, homem!
Tens de enviar os textosd até ao dia 8 de cada mês, para que a equipa os possa publicar no dia 10.
E logo tu que és um especialista na matéria. Nem precisavas esforçar-te muito ... este comentário dava um belo texto! Tens cada história, nino eheheheh

Pois trata de ir lá votar e comentar e vai preparando o texto para a Blogagem Colectiva de Outubro cujo tema é:

"Na minha terra come-se bem"

jinhos

Nota: Tinha-me enganado referindo "a castanha e magusto" mas esse é o tema de Novembro, como é óbvio.

Pascoalita disse...

Ah! E já que não concorreste, ficas com mais tempo livre para ir ler todos os textos e já agora aproveita para votar no texto da JE(não te enganes a votar no texto da endiabrada que a "macaquinha de imitação" desta vez também concorreu eheheh)

Tou a brincar. Claro que votas naquele que mais gostares.

jinho

Parisiense disse...

De abixo da Torre Eiffel, ou na Serra da Freita debaixo de uma éolica....hahahhha
Venha lá o queijinho.....

Bom fim de semana.

Zé do Cão disse...

Pascoalita
Não estive à espera de nada. Talvez falta de inspiração.
Quando ontem de noite fez trovoada, lembrei-me imediatamente que estava na altura de retirar imediatamente as uvas da eira ou fazer a colheita com brevidade, para não ir ao ar o trabalho de um ano.
E foi aí que resolvi escrever. Já não vai a tempo, paciência o Zé já está acostumado a trincar pão duro.

Boquinhos

Zé do Cão disse...

Pascoalita.
Com que então os ninos apanhavam as uvas abaixados? Altura dos "fofinhos".
Eu, certa vez, comia de empreitada bago atrás de bago, sentado no chão, debaixo duma cepa. A mãe Julia ralhava comigo a miúdas vezes, com medo de uma diarreia, já que as uvas tem no mínimo sulfato. Desata a chamar-me. Não me podia safar e respondo. ESTOU AQUI, EU NÃO ESTOU A COMER UVAS, É SÓ UM BAGUITO. quando venho do meio das cêpas , dá-me vontade de fazer xixi. Elas perguntam-me. Zé que estás a fazer? Mija, respondo eu. Não é mija é xixi,. É mija, confirma o Zé. Estás enganado é xixi. Então, o Zé, vira-se para elas e diz assim. Vêem, vêem que é mija, e da gaitinha, saía um repuxo
amarelinho a confirmar que era mesmo mija que saía dali.
Gente mais velha ignorante a quererem ensinar aos outros o que eles sabem muito bem.

Biquinhos

Zé do Cão disse...

a éolica, servia para refrescar um pouco, não. Ou para fatiar o queijo?
Ele é bom em todos os locais, menos para lhe colocarem um relógio de pulso à sua volta.
Isto é outra cantiga...
Quanto ao fim de semana, será sempre bom e igual a todos os ultimos que tenho tido.
Casa, casa, casa, que me proibiram de poder sair. Estou de faxina.

bj

Oliver Pickwick disse...

Me lembro da outra peripécia do cão fiore. Zé, esse seu cão tem ascendência "dinossauriana".
Tem razão, Zé! A vida sem estes incidentes, seria chata e enfadonha, e, o que é pior, não tería o que contar para os filhos, netos e, nós, seus amigos e leitores.
Um abraço!

Zé do Cão disse...

Oliver

Os filhos e a "Dona" conhecem-nas quase todas.

Sobre netos, os moços (2) têm tido namoradas a dar com cesto, mesmo a viverem juntos (está na moda), quanto a netos, morro sem os ver.

Um abraço

Helena Teixeira disse...

Olá Zé do cão!
Ai o vinho,ai o vinho...lá se vão os tintins...muito me ri.O seu "Fiore" é um tornado.Deve ser uma fofura.Eu tenho 1 labradora de 1 ano,cheia de vida.Ela é especialista em fazer buracos no edredão que tem para dormir.Deve julgar que é traça...mas é linda.Se a levasse assim de férias onde nao aceitassem cães,estava tramada,é tão alta e comprida que nao dá para a esconder...lol
Ah,temos novidades no blog.Vá ver,vá.Até lá aparecemos,veja lá.
Jocas gordas
Lena

Zé do Cão disse...

Helena. Também fazes parte de "A minha Aldeia".

O "Fiore" era um cão amoroso, que me roubaram, quando já adulto.
Tenho no blogue uma das suas aventuras, cujo nome é

"O meu cão Fiore" Gostava de dentes postiços.

beijocas

Helena Teixeira disse...

Olá Zé do Cão!
Sim também faço parte da Aldeia.Vim perder-me por aqui e olha,cá fiquei.Bom,tive um cão Pinscher,o Filú,que gostava era de roubar as minhas chupetas de bebé e andar com elas na boca.lol..Roubaram-te o Fiore??Há gente pa tudo..triste :( Agora,a minha Kyara se ma roubassem,ficava desolada.É um doce.
Ora bem,falando em doces,estou à tua espera para a Blogagem de Outubro sobre "Na minha Terra,come-se bem".Vamos lá ver se é dado a gastronomia :)
Jocas gordas
Lena

Laura disse...

Zezito nem fazia de ti um cota esgraçadinho, só que sei que...tens de dormir e sei de quem te tira o sono ehhhhhh...era por isso que te desejava bom dormir..
Ah, avisa a hora!...da chegada num certo dia que está próximo...beijinhos.

Zé do Cão disse...

"Leninha"

Na minha terra come-se bem? Na minha casa, nunca tive razão de queixa. Aliás tenho boa cozinheira... Cozinhas tradicional ou sofisticada, posso dizer aos 4 ventos, que não fosse ela...onde é estimada e considerada competente, montaria um restaurante com êxito assegurado. Agora, saber se na minha terra se come bem? palavra que não sei, vou comer a casa e creio até que não tem restaurante à altura de merecer o mais pequeno elogio.

Bj.

Zé do Cão disse...

Lauirinha.

Esse dia já chegou...

Bj. só um ....(o que tu queiras)

BJ.